Crivella

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Crivella e Record são alvos da Justiça Eleitoral (Imagem: Reprodução / Globo)

A Justiça Eleitoral do Rio decidiu que a Record deve alterar o número do telefone divulgado exaustivamente em sua programação nas últimas semanas. Com o número com final 1010, a Justiça entende que houve propaganda a favor de Marcelo Crivella, prefeito da cidade que tenta a reeleição.

De acordo com as informações do jornal Folha de S. Paulo, a juíza Luciana Mocco, da 4ª Zona Eleitoral do TRE-RJ (Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro) exigiu que a Record não faça mais a propaganda de qualquer telefone com o final 10. É o mesmo número do Republicanos, partido do prefeito.

Ligado à Igreja Universal e é sobrinho do bispo Edir Macedo, dono da Record, foi intimado a se manifestar. Nas propagandas, a emissora usou o seu elenco, como o apresentador Wagner Montes Filho, que fazia o número 10 com as mãos e repetia várias vezes para que o público não tirasse a dezena da cabeça.

“O gesto repetido pelos apresentadores nos programas de televisão, a promoção da candidatura do investigado, ainda que não houvesse pedido expresso de votos e sim referências dissimuladas à sua candidatura, configura o uso indevido dos meios de comunicação, sendo patente a influência que a Rede Record de Televisão exerce sobre a comunidade evangélica”, declarou Mocco.

Após investigação, o Ministério Público Eleitoral afirmou que em setembro de 2020 a TV dos bispos tinha como contato de WhatsApp um número com final 0839 e, em outubro, a mudança para o 1010 aconteceu. Mocco afirmou que os canal de TV precisam se manter isentas durante o período eleitoral.

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