O secretário Especial do Ministério da Economia promete reequilíbrio fiscal em 2021. Waldery Rodrigues Júnior aponta um déficit próximo a R$ 896 bilhões em 2020, com R$ 607 bilhões somente com gastos relativos ao enfrentamento da Covid-19. “Para essa situação de pós-pandemia, os melhores remédios são: transparência ao gasto público, mostrar o seu uso e voltar ao ponto que tínhamos em 2019, que é a busca de equilibro fiscal, não somente para a União, mas também para estados e municípios. Aí toda a preocupação com o pacto federativo.”

Waldery Rodrigues afirma que a redução da dívida pública começou em 2019, mas com a pandemia do coronavírus os gastos foram necessários.  O Fundo Monetário Internacional (FMI) estima que a dívida bruta brasileira deve ultrapassar a marca de 100% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2020; sem estabilização pelo menos até
2025. O secretário lembra que a deterioração segue tendência mundial, em resposta aos efeitos do coronavírus, mas analistas destacam o Brasil muito acima dos demais países emergentes.

*Com informações do repórter Marcelo Mattos