Este é o número de eleitores do Estado de São Paulo que declararam ter algum tipo de deficiência auditiva: 15.848. A surdez tem diferentes graus e, no país, a maior parte da população surda é formada por oralizados — pessoas que usam aparelhos que amplificam sons ou fazem leitura labial. Uma das principais necessidades que surgiram com a pandemia foi o uso de máscaras que cobrem completamente os lábios. Apesar de 5% da população brasileira ter algum tipo de deficiência auditiva, nem todo mundo sabe a Libras, a Língua Brasileira de Sinais.

Os youtubers Daniela Bered, ouvinte, e Danilo Dattilo, surdo, contam que o uso de máscaras e falta de interpretes podem dificultar na hora de votar. “Eu sempre fui votar e eu nunca vi intérprete. Então sempre tive paciência em me comunicar com ouvintes através da leitura labial”, é o que disse Danilo, através da tradução de Daniela. No Estado de São Paulo, a Justiça Eleitoral contará com o apoio de 756 colaboradores com conhecimento em Libras, enviados para os lugares onde votam esses cidadãos.

Os apoiadores serão identificados com camisetas específicas. Danilo Dattilo, com tradução da noiva, Daniela Bered dá um conselho para os outros locais de votação que não terão interpretes. “Existem máscaras que tem transparência na região dos lábios. Se vocês conseguirem utilizar seria muito mais fácil para se comunidade. Precisamos ter empatia”, disse. A lista com todos os locais de votação que terão a presença de colaboradores com conhecimento em Libras está disponível no site da Justiça Eleitoral de São Paulo.

*Com informações da repórter Nanny Cox