O vice-presidente da República, general Hamilton Mourão, embarca nesta quarta-feira, 04, com um grupo de embaixadores. Eles vão sobrevoar a Amazônia e visitar a região pelos próximos três dias. O objetivo é rebater as críticas internacionais de que o local estaria em chamas. Segundo Mourão, nada melhor do que mostrar a região para embaixadores. O governo federal tem se defendido das críticas e alegando que os países não conhecem a floresta. O vice-presidente, que é o coordenador do Conselho da Amazônia, diz que é preciso buscar as causas dos problemas para tentar avançar no controle das queimadas e também do desmatamento. “É aquela história, a turma é danada né. O que eu quero deixar claro é que estamos fazendo a nossa parte. Muita gente pode pensar que o governo está de braços cruzados, o governo não está de braços cruzados.”

Hamilton Mourão ainda explicou que muitos estados da Amazônia Legal são do tamanho de países europeus e, por isso, como se trata de uma área de floresta pouco habitada, o controle é extremamente difícil. Por isso, Mourão rebate as críticas de que o governo é pouco eficiente no combate a grileiros e garimpeiros. “A área é enorme e você tem muita gente querendo comer ilegalidades. No estado no Rio de Janeiro, na cidade do Rio de Janeiro, o pessoal controla a bandidagem no morro? Imagina uma área de 5 bilhões de quilômetros quadrados. Não basta a repressão pura e simples, nós temos que agir nas causas que levam a pessoa a tacar fogo naquele lugar, levam a pessoa a invadir uma área pública”, disse. Ele admite que é preciso destinar mais recursos para garantir a preservação da região e lembra que a pandemia da Covid-19 também dificultou as ações de fiscalização na Amazônia.

*Com informações da repórter Luciana Verdolin