Mais de 25 milhões de pessoas já se cadastraram no Pix, o novo sistema de pagamentos eletrônicos criado pelo Banco Central (BC). Os testes foram iniciados nesta terça-feira, 03, e nas primeiras oito horas de funcionamento houve 1570 transações com valor médio de R$ 90 por operação. Segundo o BC, já são mais de 60 milhões de chaves cadastradas. Nesta fase somente clientes selecionados pelas instituições financeiras tem acesso à todas as funcionalidades. A fase restrita como é denominada se estende até o dia 15 de novembro.

Durante esse período inicial de operação, o Banco Central e instituições financeiras vão corrigir possíveis erros fazendo ajustes. Segundo Ângelo José Duarte, chefe do departamento de competição do Banco Central as atividades no primeiro dia mostraram alguns problemas de conectividade, mas no geral os procedimentos ocorreram dentro do que havia sido desenhado. “Algumas instituições sofreram alguns percalços técnicos nas primeiras horas, algumas tiveram instabilidades em seus sistemas, não começaram a operar imediatamente. Ao longo do dia o que se observou é que vários desses problemas foram sanados pelas instituições e um número crescente de instituições passaram a operar normalmente dentro dos requisitos do Pix.”

Todo começo de um novo sistema leva a um receio de fraudes, com isto a segurança também se torna uma preocupação. O líder de threat intelligence, Eduardo Schultze dá algumas dicas para as pessoas não caírem em golpes. “Desconfiar de tudo, qualquer e-mail suspeito, sempre pensar antes de clicar e, o mais importante agora, é escolher uma instituição, ir no aplicativo oficial dessa instituição e utilizar o aplicativo para fazer o cadastramento das chaves. Não fazer por nenhum site, não clicar em nenhum link que receber por e-mail. Isso é o mais importante”, afirma. No dia 16 de novembro, o Pix começará a funcionar para todos os cadastrados a partir das às 9 horas passando a operar ininterruptamente, todos os dias do ano, 24 horas por dia.

*Com informações do repórter Daniel Lian