O Congresso Nacional aprovou 29 projetos em que o governo pedia crédito suplementar e especial para ministérios e outros órgãos públicos. Ao todo, R$ 27,1 bilhões receberam autorização para serem remanejados dentro da estrutura estatal e resgatados de reservas financeiras. O que mais chamou atenção e gerou debates entre os próprios parlamentares foi o que destina R$ 6 bilhões para oito ministérios, em que a maior parte vai para as pastas do Desenvolvimento Regional e a da Infraestrutura. Porém, R$ 1,4 bilhão foi retirado do orçamento do Ministério da Educação.

O relator da proposta, senador Marcelo Castro (MDB) destacou que as verbas vão ser direcionadas para obras em andamento. O remanejamento do montante que era destinado ao Ministério da Educação foi criticado pela oposição. Alguns partidos tentaram negociar com o governo a retirada do projeto da pauta, mas sem sucesso. Com a mudança, a deputada Sâmia Bomfim, do PSOL, entende que as universidades saem prejudicadas. Para reduzir as resistências da oposição, o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, disse que o Planalto se comprometeu a enviar um novo projeto recompondo o R$ 1,4 bilhão pedido pelo Ministério da Educação. O líder do governo, senador Eduardo Gomes, também firmou o compromisso.

*Com informações do repórter Levy Guimarães