O candidato democrata à Presidência dos Estados Unidos, Joe Biden, afirmou, em um rápido pronunciamento na tarde desta quinta-feira, 5, que não tem dúvidas de que em breve será declarado vencedor da corrida eleitoral. Até o momento, Biden, que foi vice-presidente por oito anos na gestão de Barack Obama, assegurou 253 votos no colégio eleitoral e Donald Trump, candidato republicano que tenta a reeleição, 214, segundo projeções de agências internacionais. São necessários 270 para vencer as eleições. “Não tenho dúvidas de que eu e a senadora Kamala Harris [vice na chapa] seremos declarados vencedores. Pedimos paciência e calma a todos, o processo está funcionando. A conta está sendo concluída e saberemos em breve [o resultado da apuração]. Muito obrigado a todos pela paciência, mas temos que aguardar a contagem dos votos. Deus abençoe a todos e muito obrigado”. Biden reforçou que todos os votos precisam ser contados. O democrata tem feito pronunciamentos diários desde a última terça, dia da eleição.

Estados decisivos ainda estão em processo de apuração dos votos, como Pensilvânia, Nevada, Geórgia, Arizona e Carolina do Norte. Com 20 delegados, a Pensilvânia pode definir o resultado da eleição. Trump possui uma vantagem de pouco mais de 111 mil votos no estado, aproximadamente 1,7%. Na Geórgia, que possui 16 votos no colégio eleitoral, o atual presidente possui uma vantagem de 0,4%. Em uma entrevista à TV CNN americana, a secretária de Estado da Pensilvânia, Kathy Boockvar, afirmou que o estado espera terminar a apuração da “esmagadora maioria” dos votos ainda hoje.

Na tarde desta quinta-feira, 5, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que contestará legalmente a apuração em todos os estados onde foram declaradas as mais recentes vitórias de Joe Biden. Ele alega que a acusação será por fraude eleitoral e que existem “provas suficiente” do crime, que poderiam ser conferidas na própria mídia norte-americana. A declaração foi feita através do seu perfil oficial no Twitter, onde o republicano tem feito uma série de críticas e ameaças em relação à contagem dos votos das eleições. Só nas últimas horas, o presidente escreveu em caixa alta “Parem a fraude!” e “Parem a contagem!”, além de afirmar falsamente que “qualquer voto que chegou depois do dia das eleições não será contado”. A campanha de Donald Trump já pediu a interrupção da contagem de votos na Geórgia e na Pensilvânia, além da recontagem dos votos em Wisconsin, onde Joe Biden teria vencido.

Mais cedo, Donald Trump também utilizou a rede social para clamar a sua vitória na Pensilvânia, na Geórgia e na Carolina do Norte, onde a contagem das cédulas ainda não terminou. O presidente também reivindicou o estado do Michigan, vencido por Joe Biden, alegando que “houve um grande número de cédulas rejeitadas secretamente, como foi amplamente relatado”. As postagens tem recebido um selo de alerta do Twitter criado especialmente para eleições norte-americanas, que avisa o usuário de que os conteúdos compartilhados “são contestáveis e podem ter informações incorretas sobre como participar de uma eleição ou de outro processo cívico”. Nesse contexto, Mitch McConnell e Marco Rubio, senadores e principais líderes do partido republicano, não demonstraram apoio às acusações de Trump. “Levar dias para apurar os votos, legalmente, não é uma fraude”, escreveu Rubio em seu perfil no Twitter.