A Procuradoria Regional Eleitoral (PRE) do Rio de Janeiro solicitou ao Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) a abertura de uma apuração sobre possíveis ilícitos eleitorais cometidos na transmissão ao vivo realizada pelo presidente Jair Bolsonaro em suas redes sociais na quinta-feira, 5. Na tradicional live de quinta desta semana, o presidente fez propaganda em favor de vários candidatos, maioria do Rio de Janeiro, São Paulo e Fortaleza, para as eleições municipais de 2020. Bolsonaro também realizou uma transmissão surpresa na noite de sábado, 8, para atualizar a situação do apagão no Amapá e aproveitou para explicar que fará live todos os dias, às 19h, até sábado, 14, como uma espécie de “horário eleitoral gratuito”.

O requerimento foi feito pelo órgão do Ministério Público Federal (MPF) ao Centro de Apoio Operacional das Promotorias Eleitorais (CAO/Eleitoral), do MP-RJ, na sexta-feira, 6. No ofício, a procuradora regional Eleitoral Silvana Batini pediu que a eventual prática de ilícitos eleitorais na live seja analisada pelos promotores eleitorais nas áreas de “propaganda irregular, conduta vedada e abuso no uso dos meios de comunicação social”. No vídeo de quinta-feira, que tem quase 600 mil visualizações no Facebook, Bolsonaro mostrou santinhos impressos em folhas de sulfite de pelo menos 10 candidatos a vereador, inclusive seu filho Carlos Bolsonaro (Republicanos), também indicou candidatos a senadores para o Mato Grosso e sete candidatos a prefeito: Bruno Engler (PRTB-BH), Mão Santa (DEM-Parnaíba), Ivan Sartori (PSD-Santos), Celso Russomanno (Republicanos-SP), Marcelo Crivella (Republicanos-RJ), Capitão Wagner (Fortaleza-PROS) e Coronel Menezes (Patriota- Manaus).