O presidente Jair Bolsonaro voltou a afirmar nesta terça-feira, 10, em evento para a retomada do Turismo no Brasil, que a questão da pandemia do novo coronavírus foi superdimensionada. Segundo ele, o Brasil tem que “deixar de ser um país de maricas” e “enfrentar o assunto de peito aberto”. “Não adianta fugir disso, fugir da realidade. Tem que deixar de ser um país de maricas. Olha que prato cheio para a imprensa. Prato cheio para urubuzada que está ali atrás. Temos que enfrentar de peito aberto, lutar. Que geração é essa nossa?”, afirmou. Para ele, os problemas decorrentes da pandemia aconteceram porque não deixaram o “líder” trabalhar. “Minha vida aqui é uma desgraça, eu não tenho paz para absolutamente mais nada”, continuou o presidente. “Não tem carinho, não tem sentimento por quem morreu. Tenho sentimento, sim, mas foi superdimensionada”, enfatizou.

“Tudo que eu falei sobre o vírus lá atrás, e eu apanhava feito um cão sarnento na porta de igreja, se comprova que é verdade agora”, disse Bolsonaro. Em seguida, o chefe do Executivo citou exemplos como isenção de impostos para vitamina D e isolamento vertical. Bolsonaro também voltou a atacar o prefeito de São Paulo e candidato a reeleição Bruno Covas (PSDB). De acordo com a última pesquisa Ibope, o tucano se consolidou no topo pela corrida à Prefeitura de SP com 32% das intenções de voto. “Vendo prefeito soldar porta de lojas de ferro em São Paulo, algemar mulher na praia de biquíni. Uma covardia, uma patifaria. Só se vê isso em ditadura. E me chamam de ditador ainda”, completou sobre o que ele chamou de política fácil e demagógica. “O que faltou para nós não foi um líder, foi que não deixaram o líder trabalhar”, lamentou Bolsonaro. Ele disse, ainda, que o país estaria uma “desgraça” se o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), fosse presidente do Brasil. O presidente criticou o Congresso e o chamou de “uma corrente forte de esquerda, uma corrente de atraso, corrente para dividir o que é dos outros”.

Logo depois, Bolsonaro afirmou que o sistema eleitoral do Brasil é passível de fraude. A frase vem na esteira das declarações do presidente americano Donald Trump, que vem questionando o resultado das eleições dos Estados Unidos, vencidas pelo democrata Joe Biden. Segundo ele, “há uma onda vermelha na América” e é necessário “investir na mudança”. “Vamos investir nisso agora, é tempo de mudança. Eles não terão outra oportunidade”, finalizou Bolsonaro. Ainda nesta terça, após a suspensão dos estudos técnicos, o presidente afirmou que “ganhou mais uma vez”. “Morte, invalidez, anomalia. Esta é a vacina que o Doria queria obrigar a todos os paulistanos tomá-la. O Presidente disse que a vacina jamais poderia ser obrigatória. Mais uma que Jair Bolsonaro ganha“, escreveu ao responder um comentário nas redes sociais.