O Diretório Nacional do PSDB reagiu às declarações do presidente Jair Bolsonaro sobre a suspensão dos testes da vacina CoronaVac, potencial imunizante contra o novo coronavírus. A decisão foi tomada pela Anvisa após a ocorrência de um “efeito adverso grave” que teria acontecido no dia 29 de outubro. Em seu perfil no Facebook, Bolsonaro escreveu: “Morte, invalidez, anomalia. Esta é a vacina que o Doria queria obrigar a todos os paulistanos tomá-la. O Presidente disse que a vacina jamais poderia ser obrigatória. Mais uma que Jair Bolsonaro ganha”. Em nota, o PSDB afirmou que “a atitude do presidente é mais uma prova de que coloca suas pretensões políticas acima de todos e realmente não se importa com a vida dos brasileiros. Cada vez mais ele parece estar do lado do vírus”. O partido afirma, em outro trecho, que “a corrida pela vacina não é uma guerra política e não pode ser tratada dessa forma. A vacina – seja ela qual for – é para proteger os brasileiros desse vírus que já levou a vida de mais de 160 mil pessoas”.

O anúncio da interrupção foi feito no mesmo dia em que o governador do Estado de São Paulo, João Doria (PSDB) anunciou que as primeiras doses do imunizantes chegariam no estado no dia 20 de novembro. Doria também exaltou que a CoronaVac era “a vacina mais promissora e mais segura dentre as vacinas contra a Covid-19”. Em nota, o Instituto Butantan, que produz a vacina em parceria com o laboratório chinês Sinovac, disse ter sido “surpreendido” pela decisão e que está “apurando em detalhes o que houve com o andamento dos estudos” da CoronaVac.

Doria e Bolsonaro travam um embate quanto a aquisição e obrigatoriedade da CoronaVac contra a Covid-19. Enquanto o chefe do executivo paulista defende as duas medidas, o presidente questiona a eficácia da “vacina chinesa”. Na noite desta segunda-feira, 9, a Anvisa disse, em nota, que a decisão da suspensão foi tomada após a ocorrência de um evento adverso grave que teria acontecido no dia 29 de outubro. A agência também informou que vai avaliar os dados e julgar a continuidade ou não do estudo.

Leia abaixo a íntegra da nota divulgada pelo Diretório Nacional do PSDB:

O presidente Bolsonaro comemorou a morte de um voluntário da Coronavac que faleceu por razões que não tinham a ver com a vacina, de acordo com o diretor do Instituto Butantã, Dimas Covas. A atitude do presidente é mais uma prova de que coloca suas pretensões políticas acima de todos e realmente não se importa com a vida dos brasileiros. Cada vez mais ele parece estar do lado do vírus.

O governo Federal prometeu repasses ao governo de São Paulo para produção da Coronavac pelo Instituto Butantan. Até agora não fez; o governo ignorou proposta de compra da vacina da Pfeizer, cujos estudos indicam eficácia na imunização, e o país não estará entre os prioritários quando a vacina for aprovada.

A corrida pela vacina não é uma guerra política e não pode ser tratada dessa forma. A vacina – seja ela qual for – é para proteger os brasileiros desse vírus que já levou a vida de mais de 160 mil pessoas.