Nesta quarta-feira, 11, o secretário da Geórgia, Brad Raffensperger, afirmou durante uma coletiva de imprensa que os quase cinco milhões de votos recebidos pelo estado durante as eleições nos Estados Unidos serão recontados um a um, manualmente. A medida, que ele mesmo categorizou como um “trabalho pesado”, é uma consequência das acusações de fraude levantados pelo presidente Donald Trump. Raffensperger já tinha anunciado no último dia 6 que a Geórgia faria uma recontagem, visto que a margem de diferença entre os candidatos era muito pequena.

O estado ainda não anunciou um vencedor. No entanto, o democrata Joe Biden aparece na liderança com 49,5% dos votos, contra 49,2% do republicano, segundo a agência de notícias The Associated Press. Na prática, isso representa uma diferença de apenas 14 108 cédulas. O secretário, que é do Partido Republicano, acredita que uma recontagem, prevista para terminar no próximo dia 20, ajudará a “aumentar a confiança” no resultado. A Geórgia representa 16 delegados.

Ainda nesta quarta-feira, 11, o presidente Donald Trump conquistou três novos pontos no Colégio Eleitoral com a confirmação da sua vitória no estado do Alasca, onde a apuração foi mais demorada. Assim, ele alcança a marca de 217 votos, número ainda menor que o de Biden, que já soma 279 – nove a mais do que o necessário para ser eleito. Segundo uma matéria publicada pelo jornal The New York Times, nenhum estado reportou irregularidades que possam alterar o resultado das eleições, enfraquecendo assim as acusações de fraude levantadas por Trump.