Nesta quarta-feira (11), a oposição da Armênia exigiu a renúncia do primeiro-ministro Nikol Pashinyan até a meia-noite. O movimento é uma consequência da assinatura de um acordo de paz que deu fim ao conflito contra o Azerbaijão pela região de Nagorno Karabakh na terça-feira (10). O tratado, que foi mediado pela Rússia, acabou favorecendo os azeris em detrimento dos armênios, que terão que se retirar de grande parte dos territórios que controlavam até então. Na ocasião em que o acordo foi divulgado, milhares de manifestantes percorreram o centro de Yerevan, a capital da Armênia, chamando o seu primeiro-ministro de traidor. Enquanto isso, a população do Azerbaijão comemorava o que eles consideraram ser uma vitória para o país.

Através das suas redes sociais, Nikol Pashinyan admitiu que o texto do tratado de paz era “muito doloroso” para os armênios, mas que ele tinha tomado essa decisão, “a melhor solução na situação criada”, “após uma análise completa da situação militar”. O pedido da sua renúncia partiu da Federação Revolucionária Armênia, que conseguiu que partidos presentes no Parlamento convocassem uma sessão extraordinária ainda nesta quarta-feira (11) para discutir a questão. Em resposta, o gabinete do primeiro-ministro afirmou que não permitirá que “elementos suspeitos” se aproveitem da crise para tomar o poder e que usará “todos os meios legais” para evitar isso.

O acordo que deu fim ao conflito em Nagorno Karabakh, iniciado em 27 de setembro, estabelece que a Armênia entregue alguns territórios nos próximos dias. Enquanto isso, forças de paz russas estão se posicionando para garantir o cumprimento do cessar-fogo por ambas as partes. A Rússia é o maior parceiro comercial do Azerbaijão, com quem deseja manter boas relações por causa da crescente indústria de petróleo e gás do país.

*Com informações da EFE