A primeira análise de dados da vacina Sputnik V, de origem russa, aponta que o potencial imunizante tem 92% de eficácia contra a Covid-19. A informação foi divulgada nesta quarta-feira, 11. A provável eficácia da vacina, desenvolvida pelo Instituto Gamaleya, foi baseada em 20 casos da doença entre os indivíduos participantes da pesquisa, divididos entre vacinados e os que receberam placebo, após análise obtida 21 dias depois da primeira injeção do imunizante, diz o comunicado divulgado pelo Gamaleya e pelo Fundo de Investimentos Diretos da Rússia. O registro da Sputnik V na Rússia aconteceu em 11 de agosto, sendo considerada a primeira vacina contra o coronavírus a ser registrada no mundo. Desde então, o composto vem sendo testada em voluntários que participam da Fase 3 dos testes clínicos. Segundo a nota, cerca de 40 mil pessoas devem participar das etapas de testagem.

Ainda pelo comunicado, autoridades russas afirmam que eventos adversos inesperados não foram identificados durante os ensaios clínicos da vacina, que segue em fase de monitoramento e testagem dos pacientes. Ao todo, 20 mil voluntários já receberam ao menos primeira das duas doses imunizantes, sendo a estimativa que 16 mil tenham recebido as duas dosagens necessárias para garantir a imunidade. Desses, apenas 20 testaram positivo para a doença após 21 dias da primeira injeção, o que baseia o cálculo de eficácia da Sputnik. Agora, a proposta é disponibilizar os resultados do estudo para análise especialistas e fazer a publicação em uma das principais revistas científicas internacionais. Além disso, os dados da pesquisa serão disponibilizados aos países interessados na compra do imunizante russo para “agilizar os processos de registro”, diz o comunicado.

No relatório disponibilizado nessa quarta-feira, 11, o ministro da Saúde na Rússia, Mikhail Murashko, ressalta que a os resultados obtidos demonstram que a vacina é uma solução eficaz para interromper o avanço da Covid-19, sendo o caminho para “derrotar a pandemia“. Já o diretor do Instituto Gamaleya afirma que os dados podem possibilitar a vacinação em massa na Rússia nas próximas semanas e, futuramente, a imunização e redução das taxas do coronavírus no mundo. Na segunda-feira, 09, um estudo preliminar também apontou 90% de eficácia da vacina desenvolvida pelos laboratórios Pfizer e BioNTech contra a Covid-19. Também na fase 3 dos testes clínicos, a pesquisa apontou a ocorrência de 94 casos de infecção pelo coronavírus entre os voluntários que tomaram a vacina ou o placebo. No entanto, assim como o estudo russo divulgado nesta quarta-feira, os resultados ainda devem ser revisada por outros cientistas para que sejam publicados em uma revista cientifica e possam seguir para aprovação nos órgãos reguladores.