O Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino de São Paulo (Sieesp), que representa a rede de escolas privadas do estado, entrou com ação civil pública nesta terça-feira, 10, pedindo que a prefeitura da capital volte a permitir que aulas regulares sejam fornecidas para todas as etapas de ensino. Até o momento, a capital só permite aulas presenciais para estudantes do ensino médio e as etapas presenciais para outras turmas só são permitidas em casos de aulas de reforços e outras atividades extracurriculares. A ação do sindicato afirmava que a proibição das aulas para o ensino fundamental “cria injusto óbice ao livre exercício da atividade de ensino das escolas privadas e gera enorme prejuízo à educação”.

A ação pede que a prefeitura comprove em estudos o que difere a permissão de atividades extracurriculares, permitidas para todas as classes, das atividades usuais dos alunos. “Uma vez que o aluno vai para a escola, qual a diferença se está fazendo xadrez ou aula de Matemática, do ponto de vista da saúde?”, questionou a advogada Vera Vidigal. O pedido protocolado na Justiça cita, ainda, a permissão para que eventos com até 600 pessoas sejam realizadas na cidade enquanto as escolas não podem voltar integralmente. O estado de São Paulo é líder brasileiro em óbitos e infecções pelo novo coronavírus. Ao todo, 1,1 milhão de casos e 39,9 mil mortes foram registradas na região desde o início da pandemia.