Nesta quinta-feira, 11, o Estado Islâmico reivindicou a autoria do atentado terrorista realizado no dia anterior em Jidá, na Arábia Saudita. O ataque com bomba aconteceu em um cemitério durante uma cerimônia de comemoração pelo final da Primeira Guerra Mundial, que contava com a presença de diplomatas europeus, incluindo os cônsules da França, da Itália e do Reino Unido. Um funcionário do consulado da Grécia e um segurança saudita ficaram levemente feridos. Em comunicado divulgado pelo Telegram, o grupo jihadista afirmou que “um grupo de soldados do califado conseguiu colocar um explosivo no cemitério ontem, no bairro de Balad” e que isso teria acontecido depois que “se reuniram vários cônsules dos países cruzados”, maneira como os integrantes se referem aos ocidentais.

Os ataques reivindicados pelo Estado Islâmico não são comuns na Arábia Saudita. Este é o segundo ataque em Jidá contra diplomatas europeus em duas semanas. No dia 29 de outubro, um homem esfaqueou um segurança no consulado da França na cidade. Até o momento, esse ataque não foi reivindicado por nenhuma organização. Porém, ambos ocorreram em meio a um boicote muçulmano contra a França iniciado há mais de duas semanas, depois que o presidente francês, Emmanuel Macron, defendeu a liberdade de expressão após o assassinato de um professor que mostrou caricaturas de Maomé em sala de aula.

*Com informações da EFE