A Comissão de Direitos e Prerrogativa da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de São Paulo afirmou nesta quinta-feira, 12, que apura o caso de um advogado que precisou participar de uma audiência virtual mesmo internado em um hospital após apresentar quadro de insuficiência respiratória por suspeita de infecção do novo coronavírus. Segundo o órgão, o advogado Flávio Grossi chegou a emitir uma petição com pedido de redesignação de audiência marcada para esta quarta justificando que deu entrada no dia 8 em um hospital particular e foi internado sem previsão de alta, precisando de ajuda de oxigênio para respirar. Ainda assim, o pedido não foi aceito pelo juiz Dr. Machado Marques, da 4ª Auditoria Criminal do Tribunal de Justiça Militar de São Paulo.

“O pedido foi indeferido pelo Juízo, por decisão fundamentada na necessidade de celeridade processual”, explica nota da OAB, afirmando que a suspensão de uma audiência por motivos de força maior é prevista pelo Código de Processo Civil. “A OAB/SP, por meio de sua Comissão de Direitos e Prerrogativas, já está em contato o Advogado e, após as devidas apurações, adotará as medidas cabíveis e necessárias para salvaguarda dos direitos e prerrogativas da Advocacia no episódio”, afirmou nota da instituição de advocacia. O atual estado de saúde do advogado não foi divulgado.