A Daniela Borges, de 38 anos, sempre foi uma frequentadora assídua de academias e restaurantes. Mas, durante a pandemia, não teve jeito e o hábito precisou ser interrompido. Mesmo sentindo falta, a Daniela não pensa em voltar aos ambientes fechados enquanto a vacina contra a Covid-19 não estiver disponível. “Eu sinto muito medo de me infectar nestes momentos, em restaurante você precisa tirar a máscara para se alimentar. Academia a mesma coisa, a máscara molha e acredito que o risco seja semelhante ao da pessoa sem máscara. Assim como a Daniela, a Rosa Buccino também não voltou a frequentar academias com medo da contaminação. No caso de restaurantes, Rosa se sente mais segura. “Se tratando de restaurantes, eu frequentei pelo menos uns 10, ultimamente. Em todos eles estavam com uma preocupação de higienizar cadeiras, mesas, de retirar os talheres, de realmente ter a higienização, o álcool. O próprio garçom trajando máscara”, diz.

O receio das duas não é em vão, conforme demonstrou um estudo publicado na revista Nature. Pesquisadores da Universidade de Stanford, na Califórnia, demonstraram que restaurantes e academias são os lugares com maior chance de transmissão do coronavírus. A pesquisa criou um modelo baseado na movimentação de pessoas em 10 cidades dos Estados Unidos e foi feito em um momento onde havia menos uso de máscaras. O estudo aponta ainda que cafés, bares, hotéis, centros religiosos e mercados também representam riscos de grande disseminação da doença. Para os pesquisadores, a redução da capacidade desses estabelecimentos é uma boa medida para reduzir os contágios.

*Com informações da repórter Letícia Santini