O presidente do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), desembargador Waldir Sebastião de Nuevo Campos Júnior,  garante a segurança das urnas eletrônicas brasileiras, que serão utilizadas nas eleições municipais no próximo domingo, 15 de novembro. Ele lembra que o sistema eletrônico é reconhecido mundialmente como “altamente confiável” e cita a insistência de suspeitas de fraudes eleitorais. “Eu não tenho 100%, tenho 200% de certeza que as urnas eletrônicas são seguras. O que eu posso colocar aos eleitores de pronto é o resultado das últimas eleições. Renovamos mais de 50% do Congresso, líderes tradicionais da política, por ‘N’ motivos, não foram reeleitos. Muita gente nova teve acesso ao Congresso nacional. Em 24 anos de uso, nunca tivemos uma comprovação de fraude no sistema”, afirma em entrevista exclusiva ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan, nesta quinta-feira, 12.

Waldir Sebastião reforça que a simplicidade e a segurança, considerados os dois pilares fundamentais para a criação da urna eletrônica na década de 90, continuam presentes. E, por isso, na visão do desembargador, não há motivos para uma mudança no sistema eleitoral utilizado ou da adoção do voto impresso, “que poderá ser um problema nas urnas, um defeito mecânico”. Não há elemento concreto para que se mude um sistema que há tempo tempo está funcionando e não apresentou fraude. Por enquanto, é um sistema seguro e confiável”, opina. O retorno da discussão sobre o voto impresso acontece após declaração do presidente Jair Bolsonaro, feita em 5 de novembro. Na ocasião, durante transmissão ao vivo, o mandatário afirmou que pensa em maneiras alternativas de votação para as próximas eleições presidenciais no Brasil, para “que a gente possa ter um sistema eleitoral confiável em 2022”, citando proposta de emenda constitucional da deputada federal Bia Kicis, do PSL, para instituição de voto impresso no país. ““[A proposta] pode ser aproveitada, voltando aí o voto impresso, que é a maneira que você tem de contar, de auditar, contar os votos de verdade aqui. Então devemos sim ver aí o que acontece em outros países e buscar um sistema onde seja confiável.”

Ainda em entrevista à Jovem Pan, Waldir Sebastião lembrou a importância do voto nas eleições municipais e falou sobre os protocolos de segurança que serão adotados no pleito, que acontece no próximo domingo, 15. Segundo ele, as principais providencias para assegurar a segurança dos eleitores e mesários foram tomadas e são suficientes para “garantir saúde de todos os eleitores”. “O voto é obrigatório e a minha mensagem para o eleitor é que os protocolos de segurança são suficientes para garantir a saúde de todos. O voto é imprescindível para que a gente possa manter a saúde da democracia. O nosso voto é presencial e obrigatório, essa foi a razão pelo qual o Tribunal Superior Eleitoral, em uma decisão que me parece muito prudente, promoveu o adiamento das eleições [anteriormente previstas para acontecer em outubro].”

Entre as medidas adotadas para a votação do próximo domingo estão: extensão do horário, com votação das 7h às 17h e as três primeiras horas prioritárias para idosos e eleitores do grupo de risco da Covid-19; distanciamento de pelo menos um metro nas filas; disponibilização de álcool gel para higienização e depois do voto; obrigatoriedade do uso de máscaras pelos eleitores e colaboradores e possibilidade de justificar voto pelo aplicativo E-Titulo para eleitores fora da domicílio eleitoral. O desembargador espera que dentro de, no máximo, quatro horas, as urnas eletrônicas estejam finalizando a contagem de votos. “Fazendo uma projeção, não vejo os protocolos de segurança como um problema que possa retardar a votação. É um fluxo muito tranquilo e são apenas dois votos. Teremos eleições tranquilas sobre esse aspecto.”