O presidente da Bolívia, Luis Arce, aceitou as credenciais do embaixador da Venezuela, Jorge Arreaza, e do chefe da missão diplomática, Alexander Yánez. O anúncio ocorre três dias após a cerimônia de posse de Arce e marca um resgate das relações entre os dois países. Os laços diplomáticos foram rompidos durante o governo interino de Jeanine Áñez na Bolívia, que expulsou representantes de Nicolás Maduro e reconheceu Juan Guaidó como líder venezuelano. O professor de Relações Internacionais, Pedro Costa Júnior, lembra que os dois territórios são grandes fontes energéticas e ressalta o significado político do estreitamento das relações.

O restabelecimento das relações com a Venezuela e o alinhamento com a Argentina colocam três potências sul-americanas do mesmo lado. Nessa dinâmica, o professor Pedro Costa Junior avalia que o Brasil pode ficar sobrando. O presidente Jair Bolsonaro não se pronunciou sobre a posse de Luis Arce e enviou o embaixador do Brasil na Bolívia, Octavio Cortes, à cerimônia, realizada no último domingo, 08. Nesta quarta-feira, 11, o ex-presidente e padrinho político de Arce, Evo Morales, chegou a Cochabamba em uma caravana. Desde a renúncia no ano passado, Morales estava exilado na Argentina, graças à amizade com o líder Alberto Fernández.

*Com informações da repórter Nanny Cox