O governo dos Estados Unidos concedeu nesta sexta-feira, 13, uma prorrogação de 15 dias à ByteDance, proprietária do TikTok, para vender suas operações no país, o que permite à empresa chinesa continuar operando normalmente até o final deste mês. Em um comunicado, o Comitê de Investimento Estrangeiro dos EUA (CFIUS) declarou que a prorrogação representa um tempo adicional para que as partes resolvam este caso de forma que esteja de acordo com determinação do presidente Donald Trump. Apenas horas antes, o Departamento de Comércio do país havia emitido um aviso informando que, em conformidade com uma ordem judicial que havia bloqueado a proibição da TikTok no país, o veto não estava em vigor e, portanto, o pedido ainda estava em vigor.

Na terça-feira, a matriz chinesa da ByteDance havia pedido ao Departamento de Justiça dos EUA mais tempo para se preparar para a venda de seu popular aplicativo de compartilhamento de vídeos nos EUA, dois dias antes do prazo estabelecido pelo governo Trump. No entanto, a ordem já tinha sido bloqueada pelo Departamento de Justiça e, portanto, não havia risco real de que a proibição começasse a valer. O caso remonta a agosto, quando Trump emitiu uma ordem executiva dizendo que os negócios da TikTok nos Estados Unidos devem ser vendidos a uma empresa americana e que, de outra forma, seriam vetados. Concretamente, foi estabelecido ontem que o uso do TikTok seria completamente proibido no país, algo que mais tarde foi derrubado pela justiça e que finalmente não aconteceu.

Trump argumenta que quer impedir que os dados dos americanos que usam o aplicativo sejam compartilhados com o governo da China, algo que a ByteDance sempre deixou claro que jamais faria. Em setembro, as empresas americanas Oracle e Walmart concordaram em assumir uma participação de 20% na TikTok Global, uma nova empresa sediada nos EUA que administraria o serviço de aplicativos em todo o mundo, embora ainda não tenha sido negociada a participação que a ByteDance continuará tendo. As negociações para fechar o acordo, porém, ainda estão em andamento.

*Com informações da EFE