Veículos da imprensa americana como a The Associated Press, NBC e The New York Times projetaram a vitória do democrata Joe Biden no estado da Geórgia e de Donald Trump na Carolina do Norte, chegando a um resultado final de 306 a 232 delegados nas eleições dos Estados Unidos. O democrata, no entanto, foi anunciado como o novo mandatário do país há seis dias, quando venceu na Pensilvânia, ultrapassando os 270 delegados no colégio eleitoral. A Geórgia foi o quinto estado conquistado por Trump em 2016 que Biden conseguiu levar em 2020. Arizona, Wisconsin, Michigan e Pensilvânia foram os outros quatro. Com isso, Biden é o primeiro democrata a vencer na Geórgia desde 1992. No entanto, devido à diferença inferior a 0,5% entre os dois candidatos, o estado, cumprindo uma lei, iniciou a recontagem manual dos votos eleitorais nesta sexta-feira, e o processo pode levar cinco dias. 

Hoje mais cedo, Biden também venceu no estado do Arizona com 49,40% contra 49,06% de Donald Trump. O resultado levou o presidente eleito aos 290 delegados, enquanto Trump tinha 217. Para ser eleito, o candidato precisava de, no mínimo, 270 delegados. Biden é apenas o segundo democrata a vencer no Arizona desde 1948, quando Harry Truman também saiu vitorioso. Washington, Rhode Island, Connecticut, Nova York, Delaware, Distrito de Colúmbia, Arizona, Nevada, Oregon, Colorado, Novo México, Minnesota, Wisconsin, Illinois, Michigan, Pensilvânia, Maine, New Hampshire, Havaí, Vermont, New Jersey, Maryland, Virginia e Geórgia votaram, em sua maioria, pela eleição de Biden. Já os estados de Idaho, Montana, Wyoming, Utah, Dakota do Norte, Dakota do Sul, Nebraska, Oklahoma, Texas, Iowa, Missouri, Arkansas, Louisiana, Indiana, Ohio, Kentucky, Tennessee, Alabama, Mississipi, Luisiana, Flórida, Carolina do Sul, Alasca e Carolina do Norte foram a favor da reeleição de Trump.

Fraudes

Durante o primeiro discurso desde que veículos de imprensa norte-americanos projetaram uma vitória de Joe Biden na corrida pela Casa Branca, Trump afirmou nesta sexta que não sabe se estará na presidência do país daqui a algum tempo. Na sua fala, Trump também disse que, durante sua administração, o país não entrará em lockdown. O republicano ainda não reconheceu sua derrota e tem feito uma série de acusações de fraude eleitoral. Algumas delas se materializaram em processos judiciais, concentrados principalmente no Arizona, na Geórgia, no Michigan, em Nevada, na Pensilvânia e em Wisconsin, estados-chave para cravar o vencedor da disputa. Até agora, o presidente já teve pelo menos três pedidos negados, enquanto no mínimo quatro ações ainda estão sendo analisadas pelas autoridades responsáveis.

No entanto, autoridades eleitorais americanas informaram em um comunicado nesta quinta-feira, 12, “não haver evidência” de que votos foram perdidos ou alterados, ou que os sistemas de votação tenham sido corrompidos nas eleições presidenciais. O comunicado confirma reportagem do New York Times, segundo a qual autoridades de ambos os partidos em todos os Estados americanos afastaram a possibilidade de fraude. “As eleições de 3 de novembro foram as mais seguras da história americana”, informaram as autoridades nacionais e estaduais responsáveis por dar segurança ao processo eleitoral, contradizendo as alegações dos republicanos e da Casa Branca. “Não há evidência de que qualquer sistema de votação tenha deletado ou perdido votos, tenha alterado votos ou que tenha sido comprometido de alguma forma”.