Segundo informações divulgadas pela Organização Internacional para as Migrações (OIM) nesta sexta-feira, 13, pelo menos 74 migrantes morreram ao tentar atravessar o Mar Mediterrâneo. Isso aconteceu depois que um bote, fretado por uma máfia local e ocupado por 121 pessoas, virou ainda perto da cidade costeira de Homs, na Líbia. Os sobreviventes foram resgatados por um barco de pesca, que os levou de volta para o porto. Na última semana, outros dois naufrágios acontecerem na costa do país, que enfrenta uma guerra civil. Na quarta-feira, 11, seis migrantes morreram depois de ter pago mil euros às milícias locais para viajar em uma embarcação que afundou. Na terça-feira, 10, um outro bote afundou poucas horas depois de deixar a capital Trípoli, deixando 13 pessoas desaparecidas. Outras 11 foram salvas pela Guarda Costeira.

Nessa mesma semana, uma ONG da Espanha chamada “Open Arms” atuou no resgate de um navio com quase cem pessoas que naufragou também no Mar Mediterrâneo. A embarcação, que estava à deriva desde a terça-feira, 10, foi localizada após muitas horas de busca pela instituição, que distribuiu coletes pouco antes do chão do barco ceder e as pessoas caírem na água. Até agora, cinco pessoas morreram, mas todas as crianças já foram resgatadas e os serviços de socorro continuam acontecendo. Antes disso, a ONG resgatou 263 pessoas de um outro naufrágio, que causou a morte de cinco adultos e de um bebê de seis meses, que se chamava Joseph e nasceu na Guiné. Eles estavam em um barco precário à deriva no Mediterrâneo Central, que a instituição espanhola chamou de “a maior vala comum do planeta”.

*Com informações da EFE