Desde que o presidente interino Manuel Merino tomou o poder na terça-feira, 10, uma série de protestos se espalharam pelas ruas do Peru. Os manifestantes pedem a volta do ex-governante Martín Vizcarra, que foi destituído do Congresso por “incapacidade moral” – ele estava sendo investigado por supostamente ter recebido propinas em 2014, época em que ainda era governador. Os principais jornais do país estão afirmando que a retirada de Vizcarra da presidência foi um “golpe de estado”, já que as acusações de corrupção levantadas contra ele não chegaram a ser investigadas pelos parlamentares. As manifestações estão sendo especialmente violentas na capital Lima, onde 600 agentes foram enviados para dispersar a manifestação.

Alguns órgãos defensores dos direitos humanos, como a Humans Right Watch, acusaram a polícia peruana de estar cometendo excessos, principalmente por terem atirado balas de borracha e bombas de gás lacrimogênio contra os civis. Além disso, pelo menos 30 pessoas à delegacia. A Associação Nacional de Jornalistas também informou que 16 repórteres foram “agredidos pela polícia” durante os protestos. A organização humanitária Anistia Internacional, por sua vez, exigiu que “as autoridades peruanas parem imediatamente com a repressão às manifestações e garantam os direitos de todos”.

*Com informações de agências internacionais