O Tribunal Superior Eleitoral divulgou em setembro os protocolos de distanciamento social para as eleições municipais. Em entrevista coletiva na época, o presidente do TSE, ministro Luís Roberto Barroso, apresentou o documento elaborado por especialistas da Fiocruz e dos hospitais Sírio Libanês e Albert Einstein que contém recomendações de segurança contra a disseminação da Covid-19. A data do primeiro turno foi remarcada de 4 de outubro para 15 de novembro. As cidades que precisarem do segundo turno para eleger seus governantes vão retornar às urnas no dia 29 de novembro.

Entre as novas definições está a expansão do horário: os quase 147 milhões de eleitores poderão votar das 7 horas da manhã até às 17 horas. Até às 10h, porém, a prioridade é das pessoas acima de 60 anos ou que fazem parte do grupo de risco para o novo coronavírus. Segundo o ministro Barroso, hoje, há mais de 95 mil locais de votação em todo o país e mais de 401 mil seções eleitorais. O Brasil, de acordo com o TSE, tem uma média de 435 eleitores por seção eleitoral. De acordo com as normas divulgadas pelo TSE, todos os locais de votação terão álcool em gel para limpeza das mãos dos eleitores antes e depois do voto.

Além disso, cartazes serão afixados nas zonas eleitorais com os procedimentos a serem adotados por todos, e a campanha “Vote com Segurança” está sendo exibida nas rádios e televisões de todo o país e tem a missão de conscientizar o eleitor sobre as medidas adotadas. Um card contendo recomendações como “saia de casa com máscara e leve sua própria caneta” será disponibilizado para a população. O folheto também orienta que não é permitido se alimentar, beber ou fazer qualquer atividade que exija a retirada da máscara.

Eleitor

A preparação para votar começa ainda dentro de casa: o eleitor deve verificar seu local de votação por meio do aplicativo e-Título, na opção “Onde votar”, ou pelo Portal do TSE — já que algumas seções foram alteradas. Ele deve permanecer de máscara durante todo o trajeto de casa até o local de votação, evitar contato físico e permanecer o menor tempo possível na zona eleitoral. Lá ele será orientado a manter distância mínima de um metro dos outros eleitores.

Ao entrar em sua respectiva seção eleitoral, o eleitor deverá ficar em frente à mesa respeitando a distância de pelo menos um metro. Ele deve exibir o seu documento ao mesário à distância, esticando os braços em direção a ele — e não mais entregando o documento. Caso o mesário não consiga fazer a identificação, ele poderá pedir que o eleitor dê dois passos para trás e abaixe rapidamente a máscara. Após digitar os dados, o mesário vai ler em voz alta o nome do eleitor.

Se o nome estiver correto, o eleitor pode guardar seu documento e limpar as mãos com álcool em gel para assinar o caderno de votação — com a própria caneta, levada de casa. Se precisar do comprovante de votação, o eleitor deverá solicitar ao mesário. Quando a urna for liberada, ele seguirá para a cabine de votação para digitar o número dos candidatos a prefeito e a vereador. Após votar, deverá limpar novamente as mãos com álcool em gel e sair da seção.

Mesário

Para os mesários, os cuidados não ficam para trás. Todo o material que vai ser utilizado será oferecido pela Justiça Eleitoral a partir de doações recebidas por várias instituições. As máscaras deverão ser trocadas a cada quatro horas e o face shield (protetor facial) deverá ser usado durante todo o tempo nos locais de votação. Após o eleitor mostrar o documento esticando o braço, o mesário não pode se aproximar e nem encostar em nada. Caso o eleitor não leve a própria caneta de casa, é função do mesário borrifar álcool depois de cada uso. Além disso, também terão locais específicos para os mesários comerem — preferencialmente em lugares abertos, com ventilação natural e distância mínima de dois metros das outras pessoas. Se ele precisar sair da seção, cada vez que voltar vai limpar a cadeira e mesa com álcool 70%. A comunicação com a zona eleitoral deve acontecer o mais rápido possível para que a substituição seja feita.