Neste sábado, 14, moradores do vilarejo de Charektar, na região de Nagorno-Karabakh, colocaram fogo em suas próprias casas como forma de protesto contra o acordo de paz assinado entre a Armênia e o Azerbaijão no início da semana. Assim como outras vilas nas proximidades, Charektar é controlada pelos azeris, apesar de ser habitada majoritariamente por armênios.  O tratado, mediado pela Rússia, estabelecia que a Armênia deveria se retirar de territórios que controlava até então, motivo pelo qual as populações locais estão adotando a tática de “terra arrasada”. Na quarta-feira, 11, manifestantes tomaram as ruas de Yerevan, a capital armênia, pedindo a renúncia do primeiro-ministro Nikol Pashinyan, responsável pela assinatura do acordo de paz. Enquanto isso, o Azerbaijão comemorava o que eles consideraram ser uma vitória para o país. Forças de paz russas estão posicionadas na fronteira de Nagorno-Karabakh para garantir o cumprimento do cessar-fogo por ambas as partes.

Também no sábado, 14, a Armênia anunciou que mais de 2.300 soldados e 50 civis foram mortos durante os confrontos na região, que começaram em setembro. Os azeris não divulgaram suas perdas militares, mas afirmaram que 93 civis perderam suas vidas em bombardeios. Na quinta-feira, 12, o presidente da França, Emmanuel Macron, recebeu representantes da comunidade armênia e se comprometeu a enviar ajuda humanitária para o país nos próximos dias. “Nestes tempos difíceis, a França está ao lado da Armênia”, com a qual mantém “uma amizade histórica”, afirmou a presidência.

*Com informações de agências internacionais