O marqueteiro da campanha de Celso Russomanno, Elsinho Mouco, diz que o candidato do Republicanos “fez o que foi possível” durante a campanha e sai do pleito “com um atributo que não é tão natural na política: fidelidade, lealdade”. Pela terceira eleição municipal consecutiva, Russomanno começou liderando as pesquisas de intenção de voto e derreteu na reta final. Desta vez, porém, o deputado federal contava com o apoio do presidente Jair Bolsonaro para chegar ao segundo turno. Pesquisa boca de urna, divulgada pelo Ibope minutos após o fechamento das urnas, mostrou o parlamentar com 8% dos votos válidos, numericamente empatado com Jilmar Tatto (PT) e Arthur do Val (Patriota). Para Mouco, Guilherme Boulos, candidato do PSOL, “sai maior que o petismo” e “o lulapetismo terá que se reinventar”.

Elsinho Mouco também fez um elogio às campanhas de Boulos e do prefeito Bruno Covas (PSDB), que tenta a reeleição. Para o marqueteiro de Russomanno, os tucanos, “unidos e organizados”, souberam mobilizar os paulistanos a ponto de superar a rejeição ao governador de São Paulo, João Doria (PSDB), no estado. “O próprio Boulos soube unir um time, unir o discurso de esquerda e com uma boa organização de campanha. Só podia dar nisso: mobilização”, afirma. Na reta final da campanha, o líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) recorreu ao voto útil de esquerda e afirmou, reiteradamente, que sua candidatura era a que tinha melhores condições de representar o campo progressista no segundo turno. Como a Jovem Pan mostrou, após a divulgação da pesquisa de boca de urna, o entorno de Tatto jogou a toalha sobre a possibilidade de o PT chegar ao segundo turno e, segundo aliados próximos do candidato, a expectativa é que o partido se reúna nesta segunda-feira com Boulos para traçar a estratégia de campanha neste segundo turno. Vale destacar que, segundo as pesquisas de intenção de voto divulgadas na véspera do primeiro turno, Covas derrotaria o candidato do PSOL.

“Depois da demonização da política, essa eleição resgata a política estruturada, a função do partido político sendo protagonista do resultado. Unidos e organizados os tucanos, mesmo com toda a rejeição do governador, souberam mobilizar os paulistanos. O próprio Boulos soube unir um time, unir o discurso de esquerda e com uma boa organização de campanha. Só podia dar nisso: mobilização. Boulos sai maior que o petismo, o lulapetismo terá que se reinventar. O CR10, com menos tempo de Midia, com menos finaciamento de campanha, sem tempo de se organizar partidariamente e assumindo o padrinho, fez o que foi possível. Russomanno, além da marca de defensor do consumidor, sai dessa campanha com um atributo que não é tão natural na política: fidelidade, lealdade. Um candidato fiel a seu público, fiel a seu presidente”, disse em nota enviada à Jovem Pan.