Uma colisão frontal entre um caminhão e um ônibus deixou ao menos 40 mortos e 14 feridos no interior do Estado de São Paulo. A batida aconteceu entre as cidades de Taguaí e Taquarituba na manhã desta nesta quarta-feira, 25, por volta das 6h30, segundo informações da Polícia Militar. O ônibus, com capacidade para 48 passageiros, transportava empregadores do setor têxtil ao trabalho. No entanto, de acordo com a PM, não há informações se o veículo estava completo.

Até o momento, a estrada local segue interditada, sem previsão de liberação do local. Segundo a Polícia Militar, não há históricos de de acidentes graves e com vítimas na região próxima ao local do acidente. O Corpo de Bombeiros de Piraju, município também localizado no interior do estado e que fica a cerca de 60km do local, atua na região, sendo as vítimas encaminhadas para hospitais das cidades de Taguaí, Taquarituba e Fartura. Em entrevista à Jovem Pan, o médico da Santa Casa de Taquarituba, Gabriel Ortega, responsável pelo atendimento de cinco vítimas do acidente, afirmou que o hospital aguarda transferência dos pacientes em estado grave. “Recebemos seis vitimas, sendo que duas, infelizmente, já chegaram em óbito. Três pessoas estão em estado grave na UTI e uma vítima está internada na nossa enfermaria com apenas escoriações. As vítimas que estão internadas em estado grave ainda não tem identificações, então ainda não conseguimos conversar com familiares. Mas, por enquanto, elas estão conosco, aguardando remoção para um serviço com complexidade maior, porque elas estão precisando de um recurso que não temos aqui.”

De acordo com Ortega, os ferimentos mais comuns entre as vítimas estão relacionados com a parte neurológica. “Absolutamente todos os pacientes que chegaram e estavam graves ou que já chegaram em óbito tiveram traumatismo crânio encefálico grave. O único paciente que não teve traumatismo foi o que teve apenas escoriações e está na enfermaria. Então o recuso que a gente precisa agora é um suporte intensivo voltado para essa parte neurológica. Por isso, estamos nos mobilizando com os hospitais da região para realocar os pacientes.”