A norte-americana Tina Gibson deu à luz uma bebê, Molly, que se desenvolveu a partir de um embrião congelado há 27 anos, fato inédito que indica que essa estrutura celular poderia ser preservada por tempo indeterminado, como explicou nesta sexta-feira, 04, à Agência Efe um porta-voz do Centro Nacional de Doação de Embriões (NEDC), responsável pelo procedimento de fertilização. “Desde que os embriões sejam congelados e armazenados adequadamente, eles podem permanecer ‘em boas condições’ indefinidamente”, afirmou Mark Mellinger. Através de um comunicado, o NEDC, que se dedica a salvar embriões que seriam descartados para doá-los a casais com problemas de fertilidade, acrescentou que o caso de Molly Everette Gibson “é o único registro conhecido de um período tão longo entre o congelamento e o nascimento”.

De acordo com a imprensa local, o embrião foi implantado no útero da mãe – uma das alternativas de procedimento mais baratas para casais com problemas de fertilidade – em fevereiro deste ano, e Molly nasceu no dia 26 de outubro. Tina e seu marido, Ben, que moram no estado do Tennessee, já haviam recorrido à instituição de viés religioso há três anos, para ter uma filha, que foi gerada a partir de um embrião irmão do que deu origem a Molly e que detinha o recorde anterior por ter ficado 24 anos congelado.

Os embriões doados nas duas ocasiões foram congelados em 1992, o que também demonstra que o equipamento usado na década de 1990 era o suficientemente avançado para garantir a segurança do processo. “Esta é a prova de que nenhum embrião deve ser descartado e nem considerado ‘velho’”, disse o diretor do NEDC, Jeffrey Keenan.

*Com informações da EFE