Os recursos do acordo de colaboração premiada do empresário Eike Batista que foi homologado recentemente pelo STF acabaram sendo bloqueados pelo poder judiciário. A decisão da Justiça mineira prevê o bloqueio de verbas milionárias que seriam pagas por Eiki Batista no âmbito do acordo de delação. A suspensão foi determinada por uma juíza que cuida da recuperação judicial da MMX, uma das várias empresas do antigo Império X de Eike Batista. A delação do empresário foi homologada no mês passado pela ministra Rosa Weber do STF. O acordo de Eike Batista previu uma serie de obrigações. Há possiblidade, inclusive, do ex-bilionário cumprir pena no sistema carcerário e só depois ser beneficiado pela progressão de regime. Eike chegou a ser preso em 2017 e 2019 após ser alvo da Lava Jato.

A força-tarefa o acusou de manipulação de mercado de capitais e lavagem de dinheiro. Tudo para abastecer o esquema de corrupção e propina do ex-governador do Rio de Janeiro Sergio Cabral. Teriam sido repassados US$ 16,5 milhões ao grupo de Cabral em troca de vantagens às empresas do chamado Império X. O ex-bilionário brasileiro teria também que pagar, por esse acordo firmado e homologado pelo STF, uma multa de aproximadamente R$ 800 milhões por conta de crimes confessados. São esses os recursos que foram bloqueados pela justiça mineira. Em princípio, a verba seria destinada ao combate a Covid-19 e ao desmatamento. Procurada, a defesa de Eike não se manifestou.

*Com informações do repórter Rodrigo Viga