O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, determinou que as tropas americanas na Somália deixem o país no começo de 2021. No momento, cerca de 700 militares americanos estão no país africano. Em comunicado, o Pentágono disse que uma parte deste contingente será “reposicionado nos países vizinhos” para que os EUA e seus aliados possam continuar realizando operações militares contra grupos violentos na Somália, como o grupo jihadista Al Shabab. Não foi informado onde os militares ficarão baseados após deixarem a Somália. Entretanto, o “The Wall Street Journal” disse que o Quênia e o Djibuti podem ser o destino das tropas.  A maior parte dos solados no país eram de unidades de operações especiais e tinham como missão treinar forças de segurança locais para combater o Al Shabab, que é afiliada da rede terrorista Al Qaeda.

Além de não informar o destino das tropas, o Pentágono não disse quantos soldados irão deixar a Somália e nem quando isso irá acontecer. Jornais americanos apontam o dia 15 de janeiro como possível data. Caso se confirme, a retirada acontecerá cinco dias antes de Trump deixar a Casa Branca para que Joe Biden assuma o cargo de presidente dos EUA. O Pentágono disse ainda que a retirada das tropas não significa quebra de vínculo com a África e garantiu que os EUA continuarão “comprometidos com seus parceiros africanos”. A decisão de Trump faz parte da postura de sua gestão de tirar os EUA de “guerras eternas” e reduzir a presença militar em outros países, o que já aconteceu no Iraque, no Afeganistão e na Síria.