O Senado da Argentina aprovou nesta sexta-feira, 5, a taxação de grandes fortunas com 42 votos a favor e 26 contra. A cobrança, feita em parcela única, será usada para financiar as ações do governo federal no combate à pandemia do novo coronavíus em meio ao sufoco fiscal e a grave crise financeira que vive o país. A “Lei de Solidariedade e Contribuição Extraordinária” já havia passado pela aprovação dos deputados no dia 18 de novembro.

A legislação estipula um imposto único de pelo menos 2% sobre pessoas físicas, cujos patrimônios superem 200 milhões de pesos (US$ 2,45 milhões). Se estima que a arrecadação alcançaria quase 12 mil pessoas, o que arrecadaria cerca de 3,7 bilhões de dólares. “A #AporteSolidario é extraordinária porque as circunstâncias são extraordinárias”, disse a senadora Anabel Fernandez Sagasti no Twitter. “Temos que encontrar pontos de conexão entre aqueles que têm mais a contribuir e aqueles que precisam.”

Os recursos do imposto serão utilizados para a compra de equipamentos e insumos para combater a Covid-19, financiar a assistência de pequenas e médias empresas, apoiar bairros pobres e ajudar a desenvolver o setor doméstico de gás natural. A lei, liderada pela coalizão peronista do presidente Alberto Fernández, recebeu críticas da oposição mais conservadora. A Argentina, terceira maior economia da América Latina, caminha para seu terceiro ano de recessão, com alta inflação e um aumento acentuado da pobreza. O vírus já infectou 1.454.631 argentinos e levou 39.512 a óbito.

*Com agência Estado