O chefe do Departamento de Segurança Pública de Minsk, capital de Belarus, Alexandr Kupchenia, anunciou que mais de 300 pessoas foram detidas neste domingo, 6, na cidade, em mais um dia de protestos contra o presidente, Alexandr Lukashenko. De acordo com a autoridade local, em publicação feita no site da corporação, a justificativa para as detenções é a acusação de transgressão “da lei sobre atividades em massa”, ou seja, que reúnem grandes aglomerações.

Na próxima quarta-feira, serão completados quatro meses das eleições que conduziram Lukashenko a um sexto mandato. Desde então, semanalmente, milhares de pessoas vão às ruas para protestar e cobrar a renúncia do presidente. Segundo o chefe do Departamento de Segurança Pública de Minsk, serão abertos processos administrativos contra os detidos, que podem ser condenados a pagar multas ou a cumprir prisão.

Até o momento, não há informações sobre detenção de manifestantes em outras cidades de Belarus onde também aconteceram atos contra Lukashenko. A ONG local Vesna, de defesa dos direitos humanos, publicou uma extensa lista de pessoas que já foram presas pela polícia em diferentes regiões do país, a maioria, em Minsk. Assim como no último domingo, os manifestantes utilizaram hoje a estratégia de realizar pequenos atos e marchas partindo de diferentes bairros da capital, para evitar que as forças de segurança realizassem detenções em massa.

Entre as pessoas que constam na lista da Vesna, está a ativista Nina Baguinskaya, de 73 anos, que foi detida em setembro, mesmo Lukaschenko tendo orientado a polícia a não atuar contra a idosa, que foi libertada rapidamente. Opositores do presidente o acusam de fraude nas eleições em que teve como concorrente Svetlana Tsikhanouskaya, que precisou se exilar após ameaças feitas por agentes do Comitê de Segurança do Estado, a polícia secreta de Belarus.

*Com Agência EFE