A Rússia bateu mais um recorde de infecções por Covid-19 neste domingo, 6. As autoridades do país registraram 29.039 novos casos confirmados, o maior aumento diário da pandemia. O país é o quarto maior em número de contaminações, com mais de 2,4 milhões de casos, e já registrou 43.141 mortes relacionadas ao vírus. Na quarta-feira, 3, o presidente Vladimir Putin ordenou uma vacinação em grande escala com a vacina Sputnik V, desenvolvida internamente, que ainda está passando por estudos avançados necessários para garantir sua segurança e eficácia. Médicos e professores serão os primeiros a serem vacinados, afirmou Putin. O ministro da Saúde, Mikhail Murashko, disse na quarta-feira que mais de 100.000 pessoas na Rússia já receberam as vacinas.

A Coreia do Sul vai endurecer ainda mais as regras de distanciamento social, após constatar que as recentes restrições não conseguiram conter um ressurgimento do vírus. O ministro da Saúde, Park Neung-hoo, disse hoje que o país pode enfrentar uma falta de leitos em unidades de terapia intensiva, se o nível atual continuar por uma a duas semanas. O país registrou 631 novos casos no domingo, elevando o total para 37.546, com 545 mortes. A partir de terça-feira (8), novas restrições serão impostas por três semanas, com o fechamento de salas de karaokê, academias de ginástica, academias internas e a maioria dos cursinhos na região metropolitana de Seul. Alguns estabelecimentos considerados de alto risco, como boates, já foram fechados.

Os eventos devem ter menos de 50 pessoas, e as partidas esportivas serão realizadas sem torcida. Park diz que a Coreia do Sul relatou uma média de 514 novos casos de vírus por dia na semana passada, 375 deles na região de Seul. No Reino Unido, a vacina contra o coronavírus desenvolvida pela farmacêutica americana Pfizer e pela BioNTech, da Alemanha, foi enviada para hospitais em todo o Reino Unido em contêineres refrigerados neste domingo, dois dias antes do início do maior programa de imunização dos ingleses. Espera-se que cerca de 800 mil doses da vacina estejam prontas para lançamento na terça-feira (8), dia que o secretário de Saúde britânico, Matt Hancock, apelidou de “Dia V”, em alusão à vitória na Segunda Guerra Mundial.

Hoje, o Papa Francisco declarou que o Natal é motivo de esperança em meio às dificuldades da pandemia do coronavírus. Durante sua bênção tradicional aos domingos, Francisco disse que os símbolos da época, a árvore de Natal e o presépio, “são sinais de esperança, especialmente neste período difícil”. Ele exortou os fiéis a recordar o verdadeiro sentido do Natal, o nascimento de Jesus Cristo, e apoiar os mais necessitados. “Não há pandemia, não há crise que possa apagar esta luz”, afirmou. Os serviços litúrgicos do Vaticano estão sendo realizados sem a presença do público em geral por causa da pandemia.

*Com informações da Agência Estado