As medidas restritivas que vem sendo retomadas em várias regiões do Brasil podem afetar as vendas de Natal. A expectativa da Confederação Nacional do Comércio é de que o setor arrecade R$ 37,5 bilhões, 2,2% a mais do que o registrado na mesma data em 2019. O aumento deverá ser puxado pelas vendas on-line, que já têm crescido desde o início da pandemia. No entanto, os empresários que dependem de lojas físicas reclamam do endurecimento das regras de isolamento social e têm medo de terminar o Natal com prejuízo. O economista Marcel Solimeo, da Associação Comercial de São Paulo, diz que a volta das cidades do estado à fase amarela do Plano São Paulo vai derrubar o movimento. “Boa parte dos comerciantes, especialmente as empresas menores, vão ter um grande prejuízo porque se prepararam com estoques, com pessoal, para ter uma venda mais expressiva do que terão agora”, explica.

Outro reflexo das restrições será a queda na abertura de vagas de trabalho temporário. A expectativa da Confederação Nacional do Comércio (CNC) é que sejam contratados 70,7 mil funcionários. Segundo o economista da CNC, Fábio Bentes, o número é 19,7% menor do que o registrado no Natal passado, quando foram admitidos 88 mil. “Essa expectativa de queda nas contratações faz todo o sentido, a medida que a circulação de consumidores ainda não voltaou ao normal, especialmente em shoppings centers. Nessa situação, o varejo acaba demandando menos trabalhadores temporários”, comenta. O levantamento indica que o salário médio dos temporários neste Natal será de R$ 1.319. Os setores que mais vão contratar são os de “vestuário e calçados”, “artigos de uso pessoal e doméstico” e “hiper e supermercados”.

*Com informações do repórter Vitor Brown