Nesta quarta-feira, 9, a China iniciou uma campanha de vacinação contra a Covid-19 na província de Sichuan. A medida de caráter urgente visa imunizar 2 milhões de pessoas que pertencem ao grupo de risco da região, onde foi registrado o mais recente surto de infecções pelo novo coronavírus no país. De acordo com o jornal chinês Global Times, os trabalhadores da saúde, os professores, os estivadores, os estudantes e os funcionários públicos que precisam viajar para o exterior receberão as primeiras doses ainda esse ano. Depois, no início de 2021, receberão a proteção os idosos e as pessoas com doenças crônicas que poderiam ser agravadas pela Covid-19. Já a vacinação para o público em geral só deve começar em fevereiro.

Chendgu, a capital de Sichuan, declarou estado de emergência e ordenou a realização de testes de Covid-19 em massa após terem sido detectados sete novos casos da doença com origem desconhecida. A imprensa chinesa não confirmou oficialmente qual vacina será utilizada na província. No entanto, o jornal local Sichuan Daily afirma que os imunizantes em questão são feitos a partir de DNA inativado do coronavírus e deverão ser aplicados em duas doses, com um intervalo de 14 a 28 dias entre elas. Até agora, a China não emitiu permissão para que nenhuma vacina contra a Covid-19 seja distribuída em seu território. Porém, essa não é a primeira vez que o país autoriza o uso emergencial de um imunizante: em outubro, as pessoas de grupo de risco da província de Zhejiang também receberam doses de uma vacina desconhecida.

*Com informações da EFE