Em uma reação aos recentes ataques terroristas na França, o presidente francês, Emmanuel Macron, apresentou nesta quarta-feira, 9, um projeto de lei para lutar contra o que classificou como “islamismo radical“. A proposta pretende ampliar o controle do governo sobre lugares de culto e proibir práticas consideradas incompatíveis com os valores franceses. O texto impede, por exemplo, que autoridades emitam visto de residência para solicitantes polígamos, prática autorizada em muitos países islâmicos.

A proposta também prevê uma multa de até 15 mil euros ou um ano de prisão para médicos que realizem certificações de virgindade e determina que os funcionários de cartório falem separadamente com os futuros cônjuges quando houver dúvida sobre o consentimento do casamento. O projeto cria ainda uma fiscalização rígida para quem optar pelo ensino domiciliar dos filhos e prevê penas mais duras para quem fizer apologia online a atos de violência. A medida é a resposta do governo ao assassinato em outubro de um professor que havia mostrado cartuns do profeta Maomé em uma aula sobre liberdade de expressão. Além do novo projeto de lei, Emmanuel Macron já tomou várias medidas para combater a radicalização, como o fechamento de cerca de 400 estabelecimentos, como associações, mesquitas e quadras de esportes.

*Com informações da repórter Letícia Santini