O presidente Jair Bolsonaro reconheceu que houve excesso por parte do ex-ministro do turismo, Marcelo Álvaro Antônio, demitido na quarta-feira, 9. A decisão aconteceu após Álvaro Antônio enviar uma mensagem, em um grupo interno do governo, acusando o ministro-chefe da secretaria de governo, Luiz Eduardo Ramos, de ser “traíra” e de negociar com o Congresso Nacional “a um preço altíssimo”. Na tradicional live que faz em suas redes sociais às quintas-feiras, Bolsonaro negou que a saída de Álvaro Antônio e a nomeação de Gilson Machado, presidente da Embratur, sejam uma tentativa de conquistar apoio na Câmara dos Deputados às vésperas da eleição para a presidência da Casa.

“Houve excesso, mas está resolvido. Mas, infelizmente, nós exoneramos o ministro Marcelo Álvaro Antônio. Ele continua amigo nosso, o que nós pudermos ajudá-lo né, nós ajudaremos. Obviamente essa ajuda tem uma contrapartida, ele nos ajudar também com os conhecimentos que ele tem”, diz. Álvaro Antônio foi indiciado pela Polícia Federal suspeito dos crimes de falsidade ideológica eleitoral, apropriação indébita de recurso eleitoral e associação criminosa. A pena prevista é de até 14 anos para os crimes em questão. O ex-ministro do turismo também é alvo de denúncia pelo Ministério Público de Minas Gerais.

O novo ministro participou da live do presidente e disse que o crescimento do Brasil virá pelo turismo. “E o nosso país foi arquitetado para dar certo, presidente. E por meio do turismo vamos fazer esse país ter o protagonismo que tem. Excelente notícia, cada dia mais os aeroportos lotados, estive ontem [quarta] com o presidente da ABA, das companhias aéreas, nós já estamos com 85% da malha aérea que voltou a funcionar, a previsão é que em janeiro já tenha quase 100% da malha aérea interna”, afirmou. Segundo Bolsonaro, a posse de Gilson Machado no ministério deve ser ocorrer na próxima semana.

*Com informações do repórter Fernando Martins