A inclusão da CoronaVac, vacina desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac em parceria com o Instituto Butantan no Plano Nacional de Imunização, divulgado neste sábado, 12, pelo governo federal, não deve alterar a a vacinação contra a Covid-19 no Estado de São Paulo. A informação é do próprio governador João Doria (PSDB). Segundo ele, a previsão para início da aplicação se mantém em 25 de janeiro. O governo de Jair Bolsonaro vai editar Medida Provisória (MP) para abrir crédito de R$ 20 bilhões para compra de vacinas. Segundo planejamento do governo entregue ao Supremo Tribunal Federal (STF) neste sábado, a Coronavac estaria entre as vacinas em 3º estágio de testes que são possíveis candidatas do governo para a imunização.

“É o que queremos desde o início de outubro, quando o ministro anunciou a compra e, menos de 24 horas depois, foi desautorizado pelo presidente. O que questionamos é por que começar a vacinação apenas em março, se temos capacidade para fazê-lo em janeiro?”, disse Doria. Ainda de acordo com o governador, a aquisição da vacina pelo Ministério da Saúde não atrapalharia as negociações paralelas que Estados e municípios têm feito com São Paulo, já que eles também seriam incorporados ao sistema nacional. Segundo ele, 12 Estados e mais de mil municípios já sinalizaram interesse para a aquisição do imunizante. Na sexta-feira, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), comentou sobre o plano de uma MP com intenção de centralizar a compra de imunizantes, o que motivou discussões sobre a possibilidade de um confisco, por parte do governo federal, das vacinas. O ministério negou a ideia, vista como inconstitucional por Doria.”Esperamos que isso não aconteça, porque isso seria inconstitucional“, disse o governador.

*Com Estadão Conteúdo