Augusto Aras critica a falta de integração entre as forças tarefas da Lava Jato. Para ele, o combate à corrupção seria ainda mais eficiente se a operação fosse institucionalizada. A declaração do procurador-geral da República reacende a disputa travada com os coordenadores da Lava Jato, que veem a possibilidade do fim da operação. Na avaliação de Aras, as forças tarefas deveriam ser substituídas por integrantes dos Gaecos. A medida conduziria os procuradores das forças tarefas para outra hierarquia dentro do Ministério Público. “Para que nós aprimoremos o combate à corrupção, precisamos neste instante completar a nossa rede de Gaecos, integrá-las com diálogo permeancentes, integrar os nossos dados. E deixemos que essas forças-tarefa, que se concentraram em Curitiba, Rio e São Paulo, atinjam todo Norte e Nordeste do país. Nós precisamos de ter combate a corrupção nas 27 unidades da federação.”

O Procurador-Geral da República defende que o Ministério Público atue no papel de defensor da sociedade e das minorias. Para o ministro do Supremo Tribunal Federal, Marco Aurélio Mello, o órgão ainda deveria fiscalizar as mazelas brasileiras. O decano e o procurador-geral da República participaram do lançamento do Anuário do Ministério Público de 2020, promovido pela revista Consultor Jurídico. O documento reúne os registros de atividade do órgão em todo o ano de 2020.

*Com informações do repórter Vinícius Nunes