O dólar voltou a cair nesta terça-feira, 15, com o bom humor nos mercados globais com o início da vacinação contra a Covid-19 nos Estados Unidos e as expectativas pela aprovação de um pacote de ajuda fiscal na casa dos US$ 900 bilhões pelo Congresso norte-americano. No noticiário doméstico, investidores analisam a sinalização do Banco Central (BC) de possível alta da taxa básica de juros no próximo ano. Na semana passada, o Comitê de Políticas Monetárias (Copom) manteve a Selic em 2% ao ano, o menor patamar da história. Às 11h50, a moeda norte-americana caia 0,15%, a R$ 5,114. A divisa bateu mínima de R$ 5,079, enquanto a máxima não passou de R$ 5,122. Na véspera, o dólar fechou com avanço de 1,52%, cotado a R$ 5,122. A Bolsa de Valores brasileira segue o otimismo dos mercados internacionais. O Ibovespa, principal índice da B3, avança 0,64%, aos 115.326 pontos, mais uma vez próximo do resultado do último pregão de 2019, quando fechou aos 114.645 pontos, e zerar as perdas geradas pela pandemia do novo coronavírus. Na véspera, o indicador fechou com queda de 0,45%, aos 114.611 pontos.

Os investidores ainda repercutem o início da imunização contra o novo coronavírus nos EUA, o país com maior número de mortes pela pandemia, e quais os reflexos da vacinação na recuperação da principal economia do mundo. Ainda nos Estados Unidos, o Congresso deve anunciar nas próximas horas o acordo para a liberação de mais de US$ 900 bilhões de ajuda para enfrentar os efeitos da Covid-19. O acordo deve ser assinado por Democratas e Republicanos após semanas de expectativas e recuos nas negociações. No cenário local, investidores repercutem os recados que o Banco Central passou com a divulgação da ata da última reunião do Copom, que manteve a taxa básica de juros da economia brasileira a 2% ao ano. Os técnicos da autoridade monetária não indicaram a permanência do foward guidance — a estratégia de não subir os juros — caso os índices inflacionários permaneçam sob controle. “A manutenção desse cenário de convergência da inflação sugere que, em breve, as condições para a manutenção do forward guidance podem não mais ser satisfeitas, o que não implica mecanicamente uma elevação da taxa de juros pois a conjuntura econômica continua a prescrever estímulo extraordinariamente elevado frente às incertezas quanto à evolução da atividade.”