O dólar opera em leve alta nesta quarta-feira, 16, com os investidores atentos aos movimentos do Congresso para a aprovação ainda hoje da Lei de Diretrizes Orçamentária (LDO), encaminhada na véspera pelo Ministério da Economia. No cenário internacional, mercados repercutem o avanço de vacinações contra o novo coronavírus em diferentes partes do mundo e aguardam pela manifestação do Banco Central dos Estados Unidos (FED, na sigla em inglês) que faz hoje a última reunião para definir a taxa de juros básico. A expectativa é que a autoridade monetária mantenha o índice ao patamar próximo de 0,20%. Também vem dos EUA a expectativa da aprovação de um pacote fiscal na ordem de US$ 900 bilhões para suplementar a maior economia do mundo em meio aos desgastes causados pela pandemia. Diante deste cenário, às 11h30 o dólar subia 0,11%, a R$ 5,094. A divisa chegou a bater mínima de R$ 5,068, enquanto a máxima não passou dos R$ 5,118. A moeda fechou a véspera em queda de 0,66%, a R$ 5,088. Apesar do bom humor internacional, a Bolsa de Valores brasileira opera com oscilação. O Ibovespa, principal índice da B3, caia 0,10%, aos 116.030 pontos. O pregão encerrou na terça acima dos 116 mil pontos, zerando as perdas acumuladas em 2020 por conta da Covid-19.

As atenções do mercado estão voltadas para Brasília e a expectativa de aprovação sem grandes percalços da prévia orçamentária encaminhada pelo governo federal. O texto, que normalmente é apresentado com meses de antecedência do fim do ano, define as bases para o Orçamento de 2021 e indica as principais despesas da máquina pública. A matéria define estimativas como meta fiscal e salário mínimo para o ano seguinte. Após cogitar uma “meta fiscal flexível”, o que gerou críticas de parlamentares, o governo estabeleceu como objetivo um déficit de R$ 247,1 bilhões. Este é o valor que a União pretende gastar a mais do que vai arrecadar no ano que vem. A estimativa inicial do governo era de um déficit de R$ 233 bilhões. Segundo a equipe econômica, a previsão de rombo se dá pelos efeitos da pandemia.

Fora da agenda doméstica, os mercados de todo o mundo repercutem positivamente os anúncios de vacinação em diferentes países ainda em 2020. Nesta quarta, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que os 27 países do bloco iniciarão de forma conjunta a imunização contra o novo coronavírus assim que a vacina desenvolvida pela Pfizer e pela BioNTech for aprovada pelos órgãos reguladores. A expectativa é que o anúncio seja feito após reunião no próximo dia 21. Os investidores também aguardam pela aprovação no Congresso dos EUA do acordo para a liberação de mais de US$ 900 bilhões de ajuda para enfrentar os efeitos da Covid-19. O acordo deve ser assinado por Democratas e Republicanos após semanas de expectativas e recuos nas negociações.