<span class="hidden">–</span>CAPRICHO/Sestini/Reprodução

Não há dúvidas: Anitta é incrível. A cantora é uma das artistas mais reconhecidas em nosso país e fora dele, contando com parcerias internacionais de dar orgulho, como a com Madonna. Em sua nova série documental para a Netflix, Anitta: Made In Honório, nós acompanhamos várias dessas conquistas dela e vemos todo o seu poder. Aliás, ficamos até emocionadas com o relato mostrado no primeiro episódio, em que a artista, em 2012, comentou que ainda seria admirada pelo mundo inteiro.

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A ~profecia~ deu certo. E todo o talento indiscutível de Anitta merece ser aplaudido. Como a própria Ani previu, ela chegou lá. Agora, apesar de ser extremamente importante ver uma mulher nessa posição de poder, é importante também analisar algumas atitudes da artista com relação aos seus funcionários.

Durante a coletiva de imprensa que antecedeu a estreia do doc, a cantora reconheceu que talvez acabasse, de fato, sendo mal interpretada pelo público por suas atitudes. “Eu acho que o cancelamento vem, mas não estou muito preocupada. Depois do 40º não faz mais diferença. A gente trocou de produtora e conversei muito com o pessoal. Falei: ‘Vamos mostrar a pessoa que eu sou, com defeitos e qualidades’ e eles respeitaram esse desejo. Tem partes que eu assisto e falo ‘que horrível’. Eu só pedi para que mostrassem o motivo dos meus surtos em vários momentos para que as pessoas entendessem”, pontuou.

Um dos “surtos” mais comentados no Twitter foi o com a equipe de figurino, que aparece no episódio Bastidores. Anitta está descontente com as roupas escolhidas para o Rock In Rio 2019 e faz uma ligação para a equipe bem tensa. “Eu chego aqui e não tem nada pronto. Quem resolve? Eu! Que enfio uma tora no meu c* e tenho que fazer sozinha! Agora, eu quero falar para vocês que vou enfiar no de vocês. Porque toda vez vocês falam que eu sou grossa, que eu sou escrota, então eu sou mesmo“, promete.

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Apesar desse ter sido o mais falado, há também as brigas com o maquiador e com os dançarinos, ameaças de demissão e troca de ofensas. “Nossa, eu tinha muito medo dela. Agora esse medo passou um pouco. Ainda rola”, comentou a bailarina Melissa Brust.

Já Renner Souza, que é o maquiador, ressaltou:  “Ela me demite todos os dias, me manda embora. Inclusive, tem imagens aí. Aí, eu vou embora. Daqui a pouco, ela chega no hotel e fala: ‘Amigo, vem dormir comigo’”. Arielle Macedo, dançarina da cantora e uma das suas melhores amigas, explicou: “Quando você conhece a Anitta fora do trabalho, a Larissa, você entende porque ela precisa ser desse jeito. É para as coisas acontecerem. É uma tomada de liga e desliga. Ela está no trabalho, discute com você. Te manda tomar no c*. Terminou o trabalho, ela fala: ‘Vamos lá para casa?’.

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Renan Macedo, irmão de Anitta, pontuou que, de fato, esse é um defeito da artista. “Um dos piores defeitos dela, que para quem trabalha com ela sofre para c***lho, é que ela não sabe demonstrar que ela gosta do seu trabalho; demonstrar que quando alguém faz algo certo, ela tá ali, que ela gostou e que ela está satisfeita com o seu trabalho. É o jeito dela. Ela acha que a pessoa está entendendo. Só que se ela não demonstrar, a pessoa vai falar, eu faço, eu me mato e morro por ela e ela não está nem aí para mim”.

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Para contrabalencear as críticas, é necessário também que a gente leve em consideração um ponto levantado por Will.i.am. Será que se Anitta fosse homem, esse lado autoritário seria visto como algo ruim pelo público? Ou como algo normalizado? Vale a análise.

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Independente de tudo, gênero ou personalidade, esse tipo de verborragia é errado. Inclusive, pode acabar se enquadrando na categoria de assédio moral no trabalho, que, segundo a lei, refere-se a “ação, gesto ou palavra, praticada de forma repetitiva por […] qualquer pessoa que, abusando da autoridade que lhe confere suas funções, tenha por objetivo ou efeito atingir a autoestima e a autodeterminação do servidor”.

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Anitta merece toda a nossa admiração por suas conquistas e é incrível. Mas esses episódios com os funcionários dela, infelizmente, são o oposto disso.

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