O presidente Jair Bolsonaro voltou a dizer que não vai tomar a vacina contra a Covid-19 e negou que dessa forma, dá um mau exemplo para as pessoas. Segundo ele, “ninguém pode obrigar ninguém a tomar a vacina”. O presidente questionou onde estaria “a liberdade”, dizendo que o Brasil “não é Venezuela, não é Cuba“. As falas foram em um discurso em Porto Seguro, onde assinou medidas provisórias para a renegociação de dívidas de empreendedores. Bolsonaro frisou que os imunizantes vão ser disponibilizados a toda a população, mas só para quem quiser tomar. “A vacina, uma vez certificada pela Anvisa, vai ser oferecida a todos que queiram tomar. Eu não vou tomar. Alguns falam que estou dando péssimo exemplo. Ô imbecil, ô idiota, que está dizendo do péssimo exemplo, eu já tive o vírus, eu já tenho anticorpos. Para que tomar vacina de novo?”

Jair Bolsonaro também mencionou a vacina da Pfizer, que já está sendo aplicada em alguns países e negocia a venda de doses para o Brasil. Ele afirma que a empresa se livra da responsabilidade sob eventuais efeitos colaterais, o que na visão do presidente, pode colocar em risco “o sistema imunológico da pessoa”. “Lá na Pfizer, tá bem claro lá no contrato: ‘nós não nos responsabilizamos por qualquer efeito colateral’. Se você virar um chi… virar um jacaré, é problema de você, pô. Não vou falar outro bicho, porque vão pensar que eu vou falar besteira aqui, né? Se você virar super-homem, se nascer barba em alguma mulher aí ou algum homem começar a falar fino, eles não têm nada a ver com isso”, disse o presidente.

*Com informações do repórter Levy Guimarães