Após atacar o presidente Jair Bolsonaro e o filho dele, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL), durante sessão na Câmara dos Deputados, nesta sexta-feira, 18, o também deputado federal Kim Kataguiri (DEM) reproduziu as declarações nas redes sociais. No Twitter, Kataguiri escreveu que “Bolsonaro é corrupto, vagabundo e quadrilheiro. Estou deixando isso aqui claro e bem registrado. Se estou mentindo e ferindo a ‘honra’ do Presidente então peço que o Ministro da Justiça me processe e vamos discutir o mérito das acusações no tribunal”. Horas depois, o deputado repetiu os ataques na rede social. “Corrupto, quadrilheiro e vagabundo. Em qual ordem você acha melhor que seja dito?” Em sessão plenária, Kataguiri disse que o presidente não faz alianças apenas para aprovar reformas e privatizações, mas também “para proteger o filho quadrilheiro, corrupto e vagabundo. Quero que fique registrado que não só o filho, como o presidente da República são quadrilheiros, corruptos e vagabundos”.

Em 2018, o deputado federal, que é um dos líderes do Movimento Brasil Livre (MBL), fez parte da base de apoiadores do então candidato à presidência da República, Jair Bolsonaro.  Porém, não muito tempo depois da eleição de Bolsonaro, tornou-se um dos críticos mais contumazes do governo. Em entrevista exclusiva à Jovem Pan, Kataguiri declarou que a figura do presidente prejudica o movimento de direita no Brasil. “Ele, em si, não é liberal e não acredita na economia de mercado. O presidente até sinalizou um aceno ao liberalismo com Paulo Guedes, mas o abandonou neste segundo ano de mandato para aderir ao desenvolvimentismo junto ao Centrão e às outras figuras políticas que sempre criticou”.

Entre os protagonistas na luta pelo impeachment de Dilma Rousseff, o deputado ainda estabeleceu semelhanças entre a atuação da petista e a de Bolsonaro. “É muito claro o paralelo deste governo com o segundo mandato de Dilma. Durante os anos da petista, havia uma deterioração econômica causada pelo aumento de gastos públicos, como acontece neste momento, que a forçou a cortar verbas destinadas a programas sociais. Devemos observar uma queda acentuada na popularidade de Bolsonaro entre as camadas mais pobres da população, em decorrência do corte do auxílio emergencial nos próximos meses. Além disso, ele, assim como a ex-presidente, está desesperadamente firmando alianças com o Centrão para tentar se salvar.”