O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, pretende anunciar até esta quarta-feira, 23, o candidato apoiado por ele à presiência da Casa. Os últimos dias de sessão parlamentar antes do recesso tem sido marcados por reuniões e regociações com líderes e presidentes dos partidos que querem consolidar apoio de parlamentares de esquerda, cujos partidos anunciaram adesão ao bloco. A oposição estuda apresentar uma alternativa aos dois nomes cotados para ser o postulante do bloco, sendo Baleia Rossie, do MDB, e Aguinaldo Ribeiro, do PP. Um deles deve disputar o comando na Câmara com Arthur Lira, também do PP. Após almoço com lidranças, Maia disse que a definição do candidato está proxima. “Estamos dialogando para, o mais rápido possível, sair com o nome e com o bloco, de fato, unido. Então fizemos o almoço, vamos continuar conversando. [Para que] até quarta-feira a gente tenha o encaminhanmenteo dado.”

A sucessão de Rodrigo Maia também é pano de fundo da discussão de suspender ou não o recesso parlamentar. O presidente tem defendido que os deputados votem projetos no mês de janeiro. Já os aliados de Arthur Lira são contra. Eles entendem quem pela proximidade com a eleição, Maia poderia manipular a pauta de votações para conquistar votos. Rodrigo Maia mais questiona o argumento. “Não me dá impresão que o governo tem interesse de estimular o debate no Congresso em janeiro. Do meu ponto de vista vai ser um grande erro.  Não acho que o Senado esteja com essa vontade, nem o governo não tem essa vontade.”

Mais uma vez, o presidente subiu o tom nas críticas ao governo federal. “A situação do Brasil é ruim, mas existe uma narativa de que as coisas vão bem, que a gente sabe que não é verdade. O desemprego tá crescendo, inflação subindo, vamos ter milhões de brasileiros sem apoio do governo federal por uma omissão da posição final do governo em relação a PEC Emergencial”, disse Rodrigo Maia também afirma que se colocou à disposição do governo para votar a parte da reforma tributária que unificaria o Pis e o Confins, dois impostos federais cobrados sobre o consumo. Para o deputado, o Planalto, no entanto, não tem interese em votar a proposta.

*Com informações do repórter Levy Guimarães