Esta terça-feira, 22, promete ser agitada na Câmara dos Deputados. Isso porque o presidente da Casa, Rodrigo Maia, adiou para hoje a PEC 391/17, que aumenta repasse de alguns impostos da União para os municípios. A proposta incrementa em 1% o repasse ao Fundo de Participação dos Municípios, o que geraria custo de cerca de R$ 35 bilhões ao governo em dez anos e pressionaria as contas públicas, já abaladas pela pandemia. Deputados da base governista promoveram obstrução contra a pauta de Maia, mas o presidente mostrou força frente ao governo, dizendo que a base que se organize para fazer isso em votação.

PSD, PP, PL, Soliedariedade, Republcianos, PSC, Avante, Podemos e Patriota se juntaram à obstrução na sessão. A situação esquentou os ânimos no plenário. O deputado Giovani Cherini (PL-RS) acusou Maia de tentar agradar a esquerda no final do seu mandato por divergências com o presidente Jair Bolsonaro. Rodrigo Maia rebateu as críticas e afirmou que a PEC teve o primeiro turno aprovado no final do ano passado. A proposta já foi aprovada pelo Senado, em dois turnos, e pela Câmara, em um turno, em dezembro do ano passado. O placar foi de 343 votos a favor e seis contra. Por ser uma pec, são necessários 308 votos na casa, em dois turnos, para a aprovação.

Ainda na sessão desta segunda-feira, a Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei  7658/14, do Senado Federal, que determina a preservação do sigilo sobre a condição de pessoa com HIV, hepatites crônicas, hanseníase e tuberculose. A matéria, no entanto, retornará ao senado devido às mudanças. O texto proíbe a divulgação de informações que permitam a identificação das pessoas com esses vírus ou doenças. O sigilo profissional somente poderá ser quebrado nos casos determinados por lei, por justa causa ou por autorização expressa da pessoa. Quem descumprir a lei poderá ser punido com penas previstas na lei de proteção de dados.

*Com informações do repórter Fernando Martins