O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello visitou nesta quarta-feira, 23, o maior centro de distribuição de remédios e vacinas da América do Sul, localizado na região de Guarulhos, em São Paulo. Serão, somente para imunizantes contra a Covid-19, a capacidade de distribuição chega a 11 milhões de doses distribuídas por dia aos municípios brasileiros. Na ocasião, Pazuello afirmou que o trabalho do Ministério da Saúde, juntamente com a distribuidora, é garantir a segurança necessária para a entrega das vacinas. “A segurança de um medicamento ou da vacina da H1N1 é de zero a dez, cinco ou seis. A segurança da vacina da Covid-19 é dez. Eu preciso garantir a segurança, eu preciso envolver o ministério da Defesa, o Ministério da Justiça, preciso envolver as policias militares, envolver toda a estrutura de segurança no plano”, disse.

O ministro Pazuello disse também que são três possibilidades de datas para o início da vacinação no Brasil. “No prazo acelerado, até no dia 20 de janeiro. No prazo médio, de 20 de janeiro a 10 de fevereiro. E o no prazo alongado, de 10 de fevereiro a 1 de março”, afirmou. A vacinação será voluntária e gratuita. No entanto, até o momento, não há nenhum imunizante contra a Covid-19 registrado no país. Atualmente, a entrega de remédios e vacinas para as regiões Sul, Sudeste e Centro Oeste é feita via terrestre, enquanto o Norte e Nordeste recebem via aérea. O Brasil já faz a distribuição de vacinas de 2° a 8° C. Enquanto, no caso do imunizante da Pfizer, por exemplo, a -70°C, a própria empresa desenvolveu uma logística de gelo seco.

*Com informações do repórter Victor Moraes