Oluwatosin Tolulope Ajidahun observa que a presença de microplásticos no ambiente tem despertado grande preocupação nos últimos anos, especialmente em relação aos impactos na saúde humana. Esses fragmentos minúsculos, presentes em alimentos, água potável, embalagens e até no ar que respiramos, já foram associados a problemas metabólicos e inflamatórios. Pesquisas recentes sugerem que também podem comprometer a fertilidade, afetando homens e mulheres de forma silenciosa.
O que são microplásticos e como eles chegam ao corpo humano
Microplásticos são partículas derivadas da degradação de materiais plásticos maiores, com dimensões inferiores a 5 milímetros. Eles estão presentes em diversos produtos do cotidiano, desde cosméticos até garrafas descartáveis. Segundo Tosyn Lopes, a ingestão ocorre principalmente pela alimentação e pelo consumo de água, mas também pela inalação de partículas suspensas no ar.
Uma vez dentro do organismo, essas partículas podem acumular-se em tecidos e desencadear processos inflamatórios. Estudos já identificaram microplásticos em sangue humano, placenta e até no sêmen, levantando hipóteses sobre seus efeitos diretos na reprodução. Esse cenário evidencia um risco que até pouco tempo era invisível, mas que hoje já mobiliza cientistas de várias áreas.

Impactos potenciais sobre a fertilidade
Conforme ressalta Oluwatosin Tolulope Ajidahun, os microplásticos podem interferir na fertilidade de diferentes maneiras. Um dos principais mecanismos envolve a liberação de substâncias químicas associadas aos plásticos, como aditivos e resíduos industriais, que funcionam como disruptores endócrinos. Esses compostos alteram a produção hormonal, prejudicando ciclos menstruais, ovulação e qualidade dos espermatozoides.
Outro aspecto relevante é o estresse oxidativo provocado pela presença dessas partículas no organismo. Tosyn Lopes comenta que o excesso de radicais livres danifica as membranas celulares e provoca fragmentação do DNA dos gametas, reduzindo as chances de fecundação e aumentando o risco de falhas na implantação embrionária. Esses efeitos, somados, criam um ambiente reprodutivo menos favorável tanto para homens quanto para mulheres.
Evidências científicas emergentes
Embora os estudos sobre microplásticos e fertilidade ainda estejam em fase inicial, resultados recentes apontam correlações preocupantes. Pesquisas em animais mostram que a exposição prolongada compromete a produção de hormônios sexuais, altera a estrutura ovariana e reduz a motilidade dos espermatozoides. Em humanos, análises preliminares já detectaram partículas plásticas em fluidos reprodutivos, sugerindo que seu impacto pode ser mais direto do que se imaginava.
Segundo Tosyn Lopes, essas descobertas reforçam a necessidade de ampliar os estudos e monitorar populações expostas a maiores níveis de microplásticos. Apesar de não haver consenso definitivo, a ciência já indica que a prevenção e a redução da exposição podem ser estratégias relevantes para proteger a saúde reprodutiva.
Microplásticos e fertilidade: como reduzir os riscos no dia a dia
Como elucida Oluwatosin Tolulope Ajidahun, não é possível eliminar totalmente a presença de microplásticos do cotidiano, mas algumas medidas simples ajudam a reduzir os riscos. Optar por garrafas de vidro ou aço em vez de plásticas, evitar aquecer alimentos em recipientes descartáveis e preferir produtos com embalagens sustentáveis são escolhas que diminuem a ingestão dessas partículas.
Adicionalmente, a adoção de uma alimentação equilibrada, rica em antioxidantes, pode minimizar os efeitos do estresse oxidativo associado aos microplásticos. Manter hábitos saudáveis fortalece a fertilidade e ajuda o organismo a lidar melhor com agressões ambientais inevitáveis. Em paralelo, políticas públicas voltadas para a redução do uso de plásticos descartáveis são fundamentais para proteger não apenas o meio ambiente, mas também a saúde reprodutiva das futuras gerações.
Em síntese, a exposição a microplásticos representa um risco invisível, mas cada vez mais reconhecido pela ciência. A conscientização sobre seus impactos e a adoção de práticas preventivas permitem reduzir as consequências desse poluente moderno, oferecendo mais segurança para quem deseja realizar o sonho da maternidade e da paternidade.
Autor: Ayla Pavlova
As imagens divulgadas neste post foram fornecidas por Oluwatosin Tolulope Ajidahun, sendo este responsável legal pela autorização de uso da imagem de todas as pessoas nelas retratadas.