A CPI da Covid-19 ouve, nesta quarta-feira, 9, o ex-secretário-executivo do Ministério da Saúde Élcio Franco Filho. Coronel da reserva do Exército, ele era o braço-direito de Eduardo Pazuello em sua gestão à frente da pasta. O depoimento estava inicialmente marcado para o dia 27 de maio, mas foi adiado porque Franco Filho foi diagnosticado com Covid-19. Os senadores esperam que Franco possa preencher lacunas deixadas por Pazuello, sobretudo acerca do processo de aquisição de vacinas contra o coronavírus.

Nesta sexta-feira, 4, o vice-presidente da CPI, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), afirmou que as investigações da comissão comprovam que o governo federal não respondeu a 53 e-mails da Pfizer. “Na investigação que estamos fazendo na CPI da Pandemia, descobrimos que, na verdade, foram 53 e-mails da Pfizer que ficaram sem resposta. O último, datado de 2 de dezembro de 2020, é um e-mail desesperador da Pfizer pedindo algum tipo de informação porque eles queriam fornecer vacinas ao Brasil”, escreveu Rodrigues.

Antes do depoimento, os parlamentares vão votar requerimentos de informações e de convocações de novos depoentes. A pauta, elaborada pelo presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM), é formada por 24 itens. Os pedidos seriam votados na terça-feira, 8, mas foram adiados para a sessão desta quarta-feira. Há uma mudança importante no cronograma de votação: a solicitação para quebra de sigilo telefônico e telemático do vereador Carlos Bolsonaro, filho do presidente da República, foi excluída. Em contrapartida, os membros da comissão podem aprovar a convocação e as quebras de sigilo de Alexandre Figueiredo Costa Silva Marques, auditor do Tribunal de Contas da União (TCU), apontado como o responsável pela elaboração de um relatório falso sobre mortes causadas pela Covid-19 citado por Bolsonaro na manhã da última segunda-feira, 7. Acompanhe a cobertura ao vivo da Jovem Pan: