O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta quarta-feira, 10, que foi vítima “da maior injustiça jurídica contada em 500 anos de história”. O petista concede entrevista coletiva, nesta quarta-feira, 10, no Sindicato dos Metalúrgicos, em São Bernardo do Campo (SP), ao lado do ex-prefeito Fernando Haddad, da deputada federal e presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, e do líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Guilherme Boulos. Lula fala à imprensa dois dias após recuperar os seus direitos políticos e se tornar elegível – segunda-feira, 8, o ministro Edson Fachin anulou todas as condenações do ex-presidente por entender que a 13ª Vara Federal de Curitiba, da qual o então juiz federal Sergio Moro era titular, não tinha competência para analisar casos que não se relacionavam com desvios praticados contra a Petrobras.

Na terça-feira, 9, a Segunda Turma do STF retomou o julgamento do caso da suspeição de Moro. Na sessão de ontem, os ministros Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski votaram contra Moro e fizeram diversas críticas à atuação do ex-magistrado e dos procuradores da Operação Lava Jato. Indicado pelo presidente Jair Bolsonaro para a vaga do ministro Celso de Mello, o ministro Nunes Marques pediu vista, ou seja, mais tempo para analisar o processo. O julgamento não tem data para ser retomado.